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quarta-feira 8 de julho de 2026

Vigilância Sanitária de SC garante que uso de termômetro infravermelho é seguro

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A Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina (DIVS) emitiu nota de alerta a respeito de termômetros infravermelhos para verificação de temperatura na entrada dos estabelecimentos com fluxo de pessoas durante a pandemia de COVID-19. Segundo o documento, a notícia de que o aparelho cause prejuízo à glândula pineal, “é considerada fake news, pois anatomicamente isto é impossível”.

Lucélia Scaramussa Ribas Kryckyj, Diretora de Vigilância Sanitária, assina a nota, datada de 20 de agosto, afirma que “a glândula pineal, é uma pequena glândula endócrina no cérebro dos vertebrados. A glândula pineal produz melatonina, um hormônio derivado da serotonina que modula os padrões de sono nos ciclos circadianos e sazonais, e está localizada na parte central do cérebro”.

Em longa explicação, a DIVS detalha que “os termômetros infravermelhos medem a energia irradiada pelo corpo, que é convertida em um valor de temperatura. Os termômetros infravermelho mais comuns são o local ou o pirômetro, que verifica a temperatura em um ponto de uma superfície, uma área relativamente pequena. Estes geralmente projetam um ponto vermelho visível para o centro da área que está sendo medida, isso identifica o ponto que está sendo medido. O termômetro que mede a temperatura apontado para a testa não emite raios infravermelhos, o objeto, faz a medição ao captar a radiação infravermelha emitida pelo próprio corpo humano”.

Isso porque, todo corpo naturalmente emite radiação eletromagnética. “A intensidade da radiação emitida está relacionada à temperatura do corpo. O termômetro de infravermelho mede a intensidade da radiação de infravermelho emitida pela superfície de um corpo para inferir sobre a temperatura desse. Desta forma, não há prejuízo ao corpo humano”, assegura a DIVS.

Lucélia Scaramussa, via nota, complementa que “nenhum termômetro que usa o infravermelho dispara radiação eletromagnética. Um termômetro desse tipo é apenas um detector, e não uma fonte de radiação infravermelha. Portanto a luz vermelha que existe em alguns termômetros do tipo, também não tem nada a ver com um suposto ‘raio infravermelho’, mas apenas serve como um guia para a medição da temperatura no local correto”.

A temperatura interna do corpo humano pode ser ligeiramente diferente da temperatura da superfície, por isso, esses termômetros são calibrados antes de comercializados, e geralmente se usa a testa como a área de calibração. “Por isso, em geral, se recomenda usar a testa, para que a medida seja mais parecida com a da calibração e, com isso, aumente a precisão na medida da temperatura”, reforça a nota da DIVS.

Todos os termômetros infravermelhos, no Brasil, necessitam de certificação do INMETRO e registro junto a ANVISA, antes da sua comercialização. “Não há nenhuma evidência científica de que o termômetro infravermelho cause qualquer problema intracraniano. Consideramos o uso dos termômetros infravermelho seguros para seres humanos, e a melhor opção para verificação da temperatura corporal em massa, em decorrência da pandemia, em curso, do coronavírus (Sars-CoV-2)”, encerra a nota oficial.

Foto por: FreePik

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