O Programa de Controle e Combate à Dengue de Balneário Piçarras confirmou nesta terça-feira, 4, que o município já contabiliza 13 casos de dengue. Deste total, 9 pacientes contraíram a doença no próprio município, identificados pelos agentes endêmicos como ‘casos autóctones’. Mais de 670 focos larvários do mosquito Aedes aegypti já foram localizados na cidade.
De acordo com o coordenador local do Programa, André Ladewig, os pacientes que contraíram dengue no próprio município residem nos bairros Nossa Senhora da Paz, Itacolomi, Centro, Nossa Senhora da Conceição e São Brás. Outros quatro pacientes diagnosticados com a doença contraíram ela em outras cidades do estado.
Os casos autóctones são os mais preocupantes, já que demostram a real presença do mosquito contaminado no município e criam a possibilidade de rápida contaminação de pessoas. Numa tentativa de controlar esse possível avanço, os agentes endêmicos realizaram no último dia 30 a aplicação de inseticida em algumas ruas do Itacolomi e do Centro. Segundo Ladewig, o inseticida atual no bloqueio do Aedes.
Até esta terça-feira, 4, os agentes endêmicos já localizaram 676 focos larvários do mosquito – responsável por transmitir a Dengue, Chikungunya e o Zika Virus. O número já é 42% maior em comparação com o ano passado, quando 475 focos larvários foram encontrados pelos profissionais do Programa de Combate à Dengue.
No último dia 27, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) oficializou resultado do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado no mês de março. Balneário Piçarras foi classificada como de Médio Risco, numa escala que tem ainda Baixo Risco e Alto Risco. A realização do levantamento é obrigatória em municípios considerados infestados pelo Aedes.
Em 12 de dezembro de 2019, Balneário Piçarras foi classificada pela DIVE/SC como município infestado pelo mosquito Aedes Aegypti. Essa classificação se deu em virtude de os agentes endêmicos também terem localizado, com frequência, focos do mosquito em residências situadas em um raio de 300 metros de armadilhas com larvas do Aedes. Desde então, Balneário Piçarras não conseguiu mais controlar a situação, mesmo decretando ações de enfrentando e promovendo mutirões de limpeza.
Em Balneário Piçarras há 229 armadilhas do programa, das quais são 86 pontos estratégicos. André ressalta o rápido de desenvolvimento, do mosquito: apenas uma semana. “A fêmea bota os ovos em uma superfície na sombra, próximo da água, que com o calor desenvolve a larva. No quinto dia, a larva chega na fase da pupa e no sétimo dia o mosquito pode contaminar”, afirma, destacando que os ovos podem permanecer vivos por até um ano.





