As aulas no Centro de Educação Infantil Eliane Kuszkowski, na cidade de São João do Itaperiú, foram suspensas por conta de um surto viral da síndrome Mão-Pé-Boca. As atividades devem ser retomadas em sete dias, período que corresponde ao término da incubação do vírus e que também será utilizado para higienização das salas.
A informação foi confirmada na tarde desta segunda-feira, 27, pela assessoria de imprensa da Prefeitura. Noventa crianças estudam na unidade, das quais ao menos 11 – de turmas diferentes – apresentaram os principais sintomas da síndrome.
A SÍNDROME
A síndrome de Mão-Pé-Boca é uma infecção de origem viral, sendo causada por diversos enterovírus, principalmente o Coxsackie. Costuma acontecer na forma de surtos, acometendo principalmente crianças que frequentam creches e escolas, principalmente os menores de 5 anos, e nos meses de primavera e verão, mas também podendo causar doença raramente em adultos. A transmissão se dá pelo contato fecal-oral e também com secreções respiratórias, sendo o período de incubação usual de 3-7 dias.
O quadro clássico é descrito como uma doença febril autolimitada, acompanhada de mal-estar, úlceras orais (causando dor na boca ou garganta) e um exantema vesicular em mãos e pés. A febre e o mal-estar iniciam-se antes, sendo normalmente baixa e que se resolve em 48 horas. As lesões dolorosas na cavidade oral aparecem depois de dois dias do início da febre e são normalmente encontradas em língua, palato e mucosa bucal.
O tratamento inclui medidas de suporte que são orientadas para todos os pacientes com doenças virais: repouso, alimentação leve e boa ingestão de líquidos. A febre deve ser controlada com o antitérmico prescrito pelo pediatra. Além disso é importante informar aos familiares que a virose é autolimitada, ou seja, tem regressão espontânea.





