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segunda-feira 22 de abril de 2024


Barra Velha registra primeiro caso de gripe aviária

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A Vigilância Epidemiológica de Barra Velha recebeu a confirmação do primeiro caso de gripe aviária no município. O diagnóstico, feito pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícolas de Santa Catarina (CIDASC), foi confirmado em uma ave silvestre conhecida como trinta-réis-bando, que foi sacrificado.

O animal infectado foi encontrado no bairro Itajuba e capturado por moradores da região. Seguindo o protocolo existente para a situação, a ave foi sacrificada pela equipe da CIDASC. 

Seguindo o protocolo existente para a situação, a ave foi sacrificada pela equipe da CIDASC – Foto: Heather- Adobe Stock

Ao todo, oito pessoas foram monitoradas por 10 dias após relatarem contato com o animal, em de outubro. “Felizmente, nenhum membro do grupo apresentou sinais da doença e todos já estão liberados do monitoramento”, pontua nota oficial do Governo de Barra Velha.

A enfermeira e coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Sabrina Mendes, fala sobre as próximas ações de prevenção na cidade: “Pensando em evitar novos casos, realizamos encontro presencial entre as agentes comunitária de saúde e a veterinária da CIDASC, a fim de que sejam transmitidos os cuidados necessários para a população”.

Conforme a Organização Mundial da Saúde – OMS, a gripe aviária é transmitida pelo vírus H5N1 e afeta aves silvestres e de produção comercial. Em humanos, a doença pode ser transmitida pelo contato direto com o animal. A veterinária da Vigilância Sanitária municipal, Letícia Schmidt, explica como identificar um animal que possa estar infectado.

“Os possíveis sinais para aves silvestres são: dificuldade de voo, falta de coordenação motora e tremores musculares”

LETÍCIA SCHMIDT

“Os possíveis sinais para aves silvestres são: dificuldade de voo, falta de coordenação motora e tremores musculares. Já em aves de produção comercial, os principais sintomas são os gripais como coriza, inchaço de crista e barbela, queda na postura e mortalidade acentuada”, detalha a profissional.

NOTIFIQUE AS SUSPEITAS

A CIDASC orienta a população no caso de se observar uma ave com os sintomas. Segundo a veterinária, Simone Senger, apesar do baixo risco de contágio humano, por se tratar de uma zoonose com alta taxa de mortes, o indicado é não tocar em aves mortas e notificar a CIDASC, para que sejam tomadas providências com a devida cautela.

A CIDASC é o órgão responsável por fazer o diagnóstico e a notificação dos casos suspeitos. Dúvidas sobre o assunto podem ser esclarecidas por e-mail no endereço [email protected] ou presencialmente no escritório local, instalado na Rua Carlos Maia, nº 53, no bairro Centro, aberto ao público às quartas-feiras.

Denúncias de possíveis aves infectadas devem ser feitas por telefone no número 0800-643-9300 e através CLICANDO AQUI.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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