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Piçarras
quinta-feira 29 de fevereiro de 2024


53 pessoas já contraíram dengue em Balneário Piçarras este ano

Mordida por um mosquito Aedes. Esta espécie pode transmitir doenças como chikungunya, dengue e zika. Crédito: NIAID
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Subiu para 53 o número de moradores de Balneário Piçarras que já contraíram dengue este ano.  Além disso, 146 focos larvários do mosquito Aedes aegypti – transmissor de doenças graves como a dengue, zika e Chikungunya – já foram localizados. O bairro Itacolomi é o local com o maior número de focos.

“Devido ao aumento das chuvas no mês de janeiro, aliado ao aumento das temperaturas, a proliferação do mosquito transmissor da dengue aumentou. O bairro Itacolomi enfrenta a situação mais crítica, seguido dos bairros Nossa Senhora da Paz e Centro”, informou nota oficial do Governo Municipal.

A infecção pelo vírus dengue varia desde formas mais leves até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. Os sintomas mais comuns da dengue são: febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, queda de pressão e sangramento de mucosas já são sinais de alarme da doença, indicando a necessidade de procura imediata do serviço de saúde. A hidratação intensa é uma das principais medidas de tratamento, sendo importante que as pessoas com sintomas se hidratem desde o momento de espera pelo atendimento.

Em 2024, a equipe municipal já realizou 178 bloqueios de transmissão, que consistem na aplicação de veneno em um raio de 150 metros do local onde o foco positivo foi registrado. Os servidores do Programa de Controle e Combate à Dengue atuam diariamente no monitoramento de 143 armadilhas, sendo 51 pontos estratégicos.

O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito pode, também, depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais e em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

O estado já contabiliza, neste ano, mais de quatro mil casos prováveis da doença. Além disso, um óbito já foi confirmado.

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