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segunda-feira 15 de abril de 2024


857 pessoas já contraíram dengue em Penha este ano

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Penha já confirmou 857 pessoas com dengue somente este ano. Os dados foram informados nesta sexta-feira, 22, pela Secretaria de Saúde, que revelou ainda que outros 1.197 pacientes já foram atendidos pela Central de Triagem da Dengue – denotando a situação preocupante pela infestação do mosquito transmissor da doença.

A Central foi criada há duas semanas e é específica para assistência aos pacientes com sintomas da doença – pessoas com sintomas de Covid-19 devem ir à Unidade Básica de Saúde do bairro. A Central foi implantada na Colônia dos Pescadores, anexo à Secretaria de Pesca e Agricultura, e funciona todos os dias, das 7h às 17h30.

“Abrimos o local com objetivo de desafogar a demanda do Pronto Atendimento 24h e proporcionar um atendimento de qualidade para quem está com sintomas da dengue. Estamos com o pior cenário de dengue à nível nacional neste século, portanto, nossa atenção precisa redobrar”, frisa o secretário de Saúde, Rodrigo Medeiros.

O local presta atendimento para toda a população com sintomas, ofertando diagnóstico, testes rápidos, hidratação e tratamento, com uma equipe de enfermeiros, técnicos de enfermagem, médico e agente endêmico à disposição. A Central ainda oferta medicamentos como paracetamol, dipirona e soro de hidratação.

Todo indivíduo que apresentar febre (39°C a 40°C) de início repentino e apresentar pelo menos duas das seguintes manifestações – dor de cabeça, prostração, dores musculares e/ou articulares e dor atrás dos olhos – deve procurar imediatamente a Central, a fim de obter tratamento oportuno.

TRIAGEM DOS PACIENTES
A responsável técnica dos médicos do P.A 24h, doutora Ana Carolina Rodrigues Duarte, explica como funciona a triagem dos pacientes na Central da Dengue. A classificação é feita por quatro tipos: pacientes A, B, C e D.

“Os pacientes do nível A são aqueles que estão consideravelmente bem, ainda no início da doença, mas que precisam de hidratação sorológica. Os pacientes B, têm os mesmos sintomas, porém, têm alguma comorbidade, o que nos faz ficar em alerta e atentos com qualquer evolução da doença”, pontua.

Ana explica que os pacientes C e D são aqueles com sintomas mais alarmantes. “Esses são aqueles que estarão com sintomas mais graves, como hemorragia, dor abdominal, febre e vômitos, e serão encaminhados ao Pronto Atendimento para um tratamento específico”, finaliza.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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