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sábado 4 de julho de 2026

Barra Velha registra primeiro caso de coqueluche em bebê de cinco meses

Foto Ilustrativa
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A Secretaria de Saúde de Barra Velha registrou o primeiro caso de coqueluche este ano. Trata-se de um bebê de cinco meses de idade e que se encontra atualmente hospitalizado. O surgimento da doença criou um alerta no município, que reforça a importância da vacinação.

“Os sinais e sintomas da coqueluche são parecidos com os de um resfriado simples e incluem coriza, febre baixa e tosse leve. Após uma e duas semanas surgem crises de tosse intensa, seguidas por um som agudo ao respirar, pacientes infectados podem transmitir a doença ao espirrar ou tossir”, cita a diretora clínica do Pronto Atendimento de Barra Velha, a médica Marina Betiolo.

Esse é o primeiro caso da doença desde 2023. A enfermeira e secretária de Saúde, Lilian Ramos Gervasi, analisa que isso demonstra “que não estamos conseguindo alcançar uma parcela da população com as vacinas. Estes imunizantes são ofertados no Calendário Nacional de Vacinação e para gestantes em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município”.

A coqueluche é uma doença respiratória altamente contagiosa que pode ser evitada por meio da vacinação, essa é a coqueluche, popularmente conhecida como tosse comprida. A infecção vem gerando preocupação em escala global nos últimos meses, após alertas da Organização Mundial da Saúde ( OMS) e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica estadual (DIVE/SC).

A enfermidade se agrava com mais facilidade em crianças recém-nascidas, e pode levar ao óbito do bebê. A pediatra, Laura Zimmermann, explica os motivos dessa propensão: “Isso acontece pois o sistema imunológico ainda é muito imaturo e não desenvolveu células de defesa suficientes para combater essa e muitas outras doenças. Por isso é importante a vacinação das gestantes a partir da vigésima semana de gravidez”.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza três tipos de vacina contra a coqueluche. A Pentavalente e a DTP são direcionadas para bebês e crianças com idade até quatro anos. Já para as futuras mamães é indicada a DTPA. Esta última, segundo painel online do Ministério da Saúde é a que possui menor índice de cobertura vacinal no município, com apenas 54,53% da meta de 95% a ser alcançada.

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