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domingo 21 de junho de 2026

Luiz Alves inicia distribuição de controlador biológico para combate ao maruim

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A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Luiz Alves iniciou a distribuição gratuita do controlador biológico do mosquito maruim. Cada morador por retirar regularmente 2 litros do produto concentrado para, conforme estudos apontaram, aplicação em locais específicos onde a fêmea do inseto deposita seus ovos. O principal objetivo é a diminuição dos índices de proliferação do maruim.

“Aonde foi que a pesquisa apontou que são os locais que ele se desenvolve? Ele se desenvolve em todo lugar onde tem decomposição de matéria orgânica: gramados, locais onde amontoa folhas, resto de folhas, nos estercos de animais (de aves, suíno, bovino), na bananeira, na palmeira. Então, em todo lugar onde tem a decomposição de matéria orgânica, a fêmea deposita esses ovos. Então, nesses locais é que tem que pulverizar”, explicou o secretário, Ronivandro Edson Piccini.

“Aonde foi que a pesquisa apontou que são os locais que ele se desenvolve? Ele se desenvolve em todo lugar onde tem decomposição de matéria orgânica”

RONIVANDRO PICCINI

Cada litro do produto deve ser diluído em 20 litros de água, rendendo 40 litros do controlador biológico. “A indicação é que seja feito a pulverização nesses locais a cada 10 dias e na plantação de banana e palmeira deve ser feito uma pulverização até 10 dias depois que se corta no pseudocaule. Então, depois que se colhe a banana ou a palmeira, teria 10 dias para fazer uma aplicação única nesses locais onde foi cortado”, detalha Ronivandro.

O secretário reforça que “ele é um produto concentrado, então a gente distribui 2 litros. Nesses dois litros, dá para fazer 40 litros de cauda – a medida de diluição é de 1 litro para 20 litros na hora da pulverização. Quando acabar, a pessoa pode voltar e trazer o frasco, porque ele é retornável, e a gente entrega outro frasco”. Por ser um produto biológico, Ronivandro garante que não há contraindicações e pode ser retirado na sede da Secretaria – fundos da Prefeitura.

“Ele não tem contraindicação por ser um produto natural, biológico e seletivo. Ele pega só maruim, não tem problema, não tem nenhuma contraindicação no uso dele. A eficácia dele é uma coisa que, segundo relatos de quem usa ele corretamente, que ele não elimina, mas, diminui muito a população do maruim. É a única coisa que se tem estudada e que esteja um pouco mais avançada na questão do controle é esse produto. É a única ferramenta que a gente tem na mão”, comenta o secretário luizalvense.

“Ele não tem contraindicação por ser um produto natural, biológico e seletivo”

A distribuição do produto segue a fase de testes em sua lapidação, buscando elevar a eficácia da fórmula contra o mosquito – transmissor da Febre Oropouche, que já acometeu 65 pessoas em Luiz Alves. “Esse produto ainda é um produto em teste, então a contratação que o município fez é para continuar esse teste. Quem quiser pegar ele para participar desse teste pode retirar ele aqui na Secretaria da Agricultura. Todos os munícipes de Luiz Alves podem estar vindo retirar o produto aqui na Secretaria da Agricultura”, reforça Ronivandro.

O produto é desenvolvido pelo Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública do Vale do Itapocu (CIGAMVALI). “É um produto natural, biológico e ele é seletivo, então ele não funciona para o inseto adulto. O efeito dele é em cima dos ovos da fêmea. Então, tem que descobrir o local onde a fêmea deposita os ovos e nesses ovos, nesses locais. é que devem ser feitas pulverizações”, encerra o secretário

O cidadão luizalvense convive com o inseto há décadas, porém, em 2023 e 2024 a situação se agravou e tomou maiores proporções. O fato motivou o prefeito, Marcos Pedro Veber (PSD), em março, a decretar situação de emergência em virtude da proliferação do inseto. “O que antes era sentido somente em áreas rurais, passou também a atingir moradores e comerciantes das áreas centrais do Município. O inverno mais ameno e a alta concentração de chuva podem ter colaborado com a alta proliferação do inseto, que precisa de qualquer tipo de matéria orgânica com PH adequado para colocar os ovos”, opina o gestor.

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Santa Catarina: Luiz Alves tem maior número de casos da Febre Oropouche
1 ano atrás

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