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quarta-feira 17 de abril de 2024


Pesquisadores investigam causas de mortes marinhas

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O surgimento de vários animais marinhos mortos na costa do litoral catarinense motivou os pesquisadores do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) a iniciarem um trabalho de monitoramente para descobrir as causas dos óbitos. Segundo um balaço dos pesquisados, em um mês, 40 animais foram encontrados sem vida no litoral.
“Algo está acontecendo. Estamos monitorando a orla e iremos averiguar a razão da alta concentração de mortes, mas podemos adiantar que tratam-se de mostras do quanto a ação do homem vem afetando nossos mares, seja por meio da pesca desenfreada ou da poluição”, aponta o curador do Museu Oceanográfico da Univali, Jules Soto. A expedição – organizada por pesquisadores, juntamente com órgãos ambientais – irá percorrer 350 km da costa catarinense à procura de novos registros e um laudo com a causa das mortes deverá ser divulgado em breve.
Segundo os pesquisadores, há o registro do aparecimento de 26 tartarugas verdes (Chelonia mydas), dois golfinhos cinza (Sotalia guianensis) e 12 botos (Tursiops truncatus), conhecidos como ‘boto flíper’ ou ‘boto da tainha’ nas praias da região. Penha, Balneário Piçarras e Barra Velha estão entre as cidades que passarão pelo monitoramento.
Nas últimas semanas o Jornal do Comércio tem noticiado o surgimento de tartarugas mortas nas três cidades. Segundo as fontes do JC, coincidentemente, os animais foram encontrados próximos a locais de fixação de redes de pesca, que segundo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), são ilegais.
As tartarugas encontradas pelos pesquisadores da Univali eram todas juvenis, com tamanho entre 33 e 41 centímetros de comprimento curvilíneo de carapaça. Seis delas apresentavam marcas claras de interação com a pesca. Uma delas apresentava diversos tumores cutâneos denominados fibropapilomas. Elas foram recolhidas e irão passar pela análise de contaminantes sólidos (ingestão de plástico).
Baleias mortas
Os biólogos recolheram na manhã de quinta-feira,, 24, um espécime neonato (bebê) morto, fêmea, com 3,65 metros, em perfeito estado de conservação, de uma baleia-minke-antártica (Balaenoptera bonaerensis) na praia de Porto Belo. Exames preliminares apontaram indicativos de interação com a pesca de emalhe.
Na tarde do dia 23, eles encontram mais um espécime morto, parcialmente decomposto de baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) na praia do Ervino, em São Francisco do Sul. O animal apresenta diversas mordidas típicas de tubarão-azul efetuadas após sua morte, o que indica que a baleia morreu em alto-mar. Pelo estágio de decomposição estima-se que ela tenha morrido há, pelo menos, 30 dias.
 

Foto por: Divulgação

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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