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Piçarras
domingo 12 de julho de 2026

Em paz, região também mostra sua voz

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Balneário Piçarras e Penha também vieram para as ruas. Empunhando cartazes, faixas e entoando dizeres, os manifestantes realizaram diversas passeatas desde que o movimento ganhou força e repercussão nacional. Diferente das grandes capitais, os manifestos locais foram pacíficos. Os primeiros atos foram registrados na noite de sexta-feira,21, em Balneário Piçarras e Penha. Em Penha, cerca de trezentas pessoas se reuniram em frente a Igreja Matriz. Lá, apresentaram sua revolta com os casos de corrupção nacional, Propostas de Emendas Constitucionais (PEC’s), e também contra o governo municipal.

O grupo seguiu para Balneário Piçarras, onde também havia um manifesto. “Foi um verdadeiro ato de união entre Penha e Piçarras”, define o professor de idiomas, Luiz Daniel, morador de Balneário Piçarras, e que participava do manifesto. O grupo se reuniu na avenida Nereu Ramos e também mostrou sua opinião publicamente, exigindo mais investimentos na área de educação e saúde, além de reforma tributária e política. Cobraram também transporte universitário. Em todos os manifestos, a Polícia Militar agiu de forma exemplar. Fez escoltas e conteve com tranquilidade os manifestantes mais exaltados. “Durante todo o evento os policiais militares realizaram a escolta dos manifestantes, bem como, os Policiais Militares da Agência de Inteligência efetuaram o acompanhamento a pé, realizando a filmagem dos participantes da marcha”, disse o tenente da PM de Penha, Carlos Alberto Mafra Junior.

 

COMO SE ORGANIZAM

As redes sociais tiveram papel fundamental na propagação das ideias do manifesto e serviram para organização dos encontros. Nas três cidades, por exemplo, organizadores criam eventos virtuais e definem as datas dos encontros presenciais. O Jornal do Comércio realizou uma pesquisa e encontrou, ao menos, mais quatro manifestos previstos na região.

 

Grupo Acorda Barra Velha também organizou manifestos

 

Concentrados na Praça Central Lauro Carneiro de Loyola e convocados pelo movimento Acorda Barra Velha, cerca de 300 manifestantes protestaram no sábado, 22 de junho contra a corrupção política, em desconformidade com a situação lamentável nas áreas de Saúde, Educação e Segurança, os altos custos pagos para a realização da Copa do Mundo e a proposta da PEC 37, que pretende limitar a atuação do Ministério Público na investigação de legisladores.  

Esta foi a maior manifestação pública realizada no município, onde os moradores reivindicaram seus direitos de forma pacífica. A maior parte dos manifestantes era estudantes e adolescentes, entre 17 e 20 anos, além de adultos. Tanto homens como mulheres saíram às ruas com rumo à praça, onde cantaram o Hino Nacional e reclamaram das despesas da Copa.

O protesto não teve mobilização partidária, no entanto em nível municipal houve questionamentos e cartazes pela falta de agilidade para a implantação do Parque Natural Municipal Caminho do Peabirú, cujo projeto está estagnado há anos.

Também houve cobranças contra o Governo de Santa Catarina e o baixo investimento em Educação e falta de estrutura adequada em escolas estaduais. O manifesto não aceitou a participação de siglas políticas, embora fez um convite aberto aos principais líderes participarem como cidadãos. Os cantos e a concentração dos manifestantes foram coordenados pelo diretor da ONG, Viajem Família, Marcos Junghans, que organizou o percurso dos participantes pela Rua Paraná, passando frente aos bancos, seguindo pela Rua Bernardo Aguiar e voltando para a lagoa pela Avenida Santa Catarina. Não houve vandalismo e a Polícia Militar colaborou durante todo o trajeto.

A organização, do grupo “Acorda Barra Velha”, enfatizou que o movimento foi formado por anônimos que querem uma Barra Velha, uma Santa Catarina e um País melhor. O trajeto previsto para passar em frente a prefeitura municipal foi cancelado para evitar qualquer situação de vandalismo.

Para garantir qualquer situação de vandalismo, esteve presente o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado(GAECO) do Ministério Público, liderado pelo major Miraci Montibeller. Alguns integrantes do grupo de manifestantes avaliam a possibilidade de convocar mais um protesto em frente à Câmara de Vereadores, no entanto o evento ainda não está confirmado. O prefeito Claudemir Matias aprovou as mobilizações, mas as ações não contou com quase nenhuma participação de pessoas ligadas ao poder público, incluindo Executivo, Legislativo e Judiciário.

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