A Prefeitura de Balneário Piçarras divulgou os números finais da obra de alargamento da orla. De acordo com o prefeito, Leonel José Martins (PSDB), a empresa contratada para aferir a metragem cúbica depositada na praia, a Alleanza, afirmou que 470 mil metros cúbicos foram lançados pela draga da empresa Rohde Nielsen, 120 mil metros a menos que o projeto previa. O relatório foi entregue ao Ministério da Integração Nacional. “Apresentamos em Brasília o relatório da empresa de dragageme apresentamos o relatório da Alleanza para que o Ministério possa analisar e ver o que vai fazer”, disse o prefeito.
A empresa que fez o alargamento afirmou que depositou os 591.990,96 metros cúbicos previstos no projeto e contratados pelo valor final de R$ 10.261.613,54. “Com certeza o Ministério vai mandar pagar o que a empresa contratada (Alleanza) aferiu, que são os 470mil metros cúbicos”, acrescentou.
Até agora, 36%, cerca de R$ 3,5milhões, já foram pagos à Rohde Nielsen. O valor já inclui a contrapartida do município, que é de quase R$ 1 milhão. O restante do dinheiro é proveniente de recursos do Governo Federal de uma primeira medição realizada pela antiga administração. “A nossa administração ainda não fez qualquer pagamento”, revela Leonel, explicando que os impasses sobre a cubagem atrasaram os pagamentos federais.
Leonel também pediu para que o corpo técnico do Ministério da Integração Nacional venha até a cidade para verificar o resultado da obra. A ideia é convencer o Governo Federal a desvincular a obra de alargamento da obra de revitalização do calçadão, que segue em andamento. “O calçadão está vinculado ao pagamento da dragagem e pedimos para desvincular o repasse do recurso”, comenta. A empresa Empav venceu a licitação de R$ 1.180 milhão para construir o novo calçadão, com sistema de drenagem, bancos, lixeira se iluminação, obra que está atrasada. Deste total, apenas a contrapartida municipal, proveniente do Fundo Municipal de Saneamento (Funsan) foi pago à empresa.
GOVERNO PENSA EM NOVO PROJETO
Leonel também disse que o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) já foi procurado para elaboração de um novo projeto de recuperação, diferente dos moldes das obras já realizadas. O Governo estima que o custo da obra total seja de R$ 50 milhões, recurso prometido pelo deputado federal, Décio Lima (PT). “A ideia deles é prolongar esses molhes, porque eles acham que do jeito que está não resolve,
e entortá-los como um cabo de guarda-chuva”. O prefeito cita que o futuro projeto, para ter eficácia completa, precisa ser executado em sua totalidade. “Se o projeto prever a colocação de um milhão de metros cúbicos, não adianta colocar 500 mil porque não vai funcionar corretamente”, finaliza.





