As Secretarias Municipais de Assistência Social e de Saúde de Penha estão atualizado dados do Programa Bolsa Família junto aos agentes comunitários de saúde. Até dia 20 de março, um total de seis reuniões no centro e bairros levará as informações do programa aos agentes em Armação do Itapocorói (dia 16), centro e Cohab (dia 17) e Santa Lídia (dia 20). Mariscal e Gravatá já receberam.
Os locais das capacitações serão as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) das respectivas comunidades. No caso do centro e Cohab, dia 17, o local ainda está em fase de definição. De acordo com a gestora do Programa Bolsa Família de Penha, Isabel Nicoletti, o número de inscritos no programa em Penha chega a 479 famílias atualmente, e injeta mensalmente entre R$ 70 a 80 mil na economia local. De acordo com Isabel, a média de recebimento destas famílias gira entre R$ 120 e R$ 150, mas há benefícios pagos desde R$ 35 até R$ 500, dependendo da configuração familiar e da renda.
Ainda segundo informa Isabel, o número de beneficiários possui uma oscilação, devido à migração de muitas famílias pobres, em especial por conta do crescimento econômico da região entre os portos de São Francisco do Sul e Itajaí. A orientação às agentes que inicia dia 13 visa atualizar e aprimorar o cadastro interno da Secretaria de Assistência Social.
A gestora do PBF revela que quando Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB) assumiu a Prefeitura, em 2009, eram 320 beneficiários. O crescimento foi de pouco mais de 50% nestes cinco anos. Os bairros onde há mais beneficiários do programa social federal são Santa Lídia e Nossa Senhora de Fátima, mas o PBF chega a moradores carentes em praticamente todas as regiões de Penha.
De acordo com a coordenadora dos Programas de Atenção Básica na Saúde de Penha, enfermeira Ívia Rodrigues, Penha é referência na região da Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí-açu, devido a atingir 90% das famílias beneficiárias do PBF acompanhadas regularmente, seja pelos profissionais da Assistência Social, seja pelas agentes comunitárias. Penha tem hoje sete equipes, com 42 agentes de saúde em campo e 83% do Município coberto por esse trabalho.
Já segundo Isabel, o Bolsa Família é um programa criterioso. “Há pessoas, por exemplo, que pensam que o benefício só é liberado para quem tem filhos em idade escolar, quando, na verdade, pode ser repassado a famílias com menores em risco social de zero a 17 anos”, diz a gestora.
E ela revela detalhe importante: Penha já registrou casos de famílias beneficiárias que desistiram voluntariamente do programa, por melhoraram de situação social. Os recursos liberados pelo PBF aos moradores não passam pela Prefeitura – são liberados diretamente pelo Governo Federal na conta das mães.





