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terça-feira 14 de julho de 2026

Fundação Catarinense de Cultura do Estado vistoria Capela de São João Batista

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A Fundação Catarinense de Cultura do Estado (FCC) voltou à histórica Capela de São João Batista na última terça-feira, 19. A diretoria de patrimônio realizou uma nova vistoria técnica no local e colocou a FCC a disposição para providenciar a documentação para o processo de recuperação da Capela e também de captação de recursos para uma futura obra. 

A vistoria foi coordenada pela diretora de patrimônio, Vanessa Maria Pereira. Além de verificar as reais necessidade de reformas na infraestrutura centenária da capela de Armação do Itapcorói, disponibilizou o ateliê da Fundação para restauração de todas as imagens sacras que reforçam o valor cultural do local. Dentro da Capela, há a imagem do padroeiro São João Batista, venerada em seu altar há quase 240 anos e a de Nossa Senhora da Piedade.

“Com esse projeto podemos dar início ao processo de captação de recursos para tornar a obra uma realidade”, acredita o diretor de Cultura da Secretaria de Educação de Penha, Eduardo Bajara, que acompanhou a vistoria. Em agosto passado, Bajara esteve na sede FCC para de reivindicar apoio para restaurar a Capela.

O trabalho, contudo, não é de agora. Em setembro 2014, os alunos do curso de Turismo e Hospedagem da Escola de Educação Básica Manoel Henrique de Assis realizou um ato simbólico de abraçar a capela – já reivindicando a reforma. Em novembro, a presidente da FCC esteve no local e afirmou que acionaria o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em busca de aporte financeiro.

Entretanto, a realidade da igrejinha que tem 258 anos de idade, e é considera o marco zero da colonização do município, só piorou.  A Capela – que foi tombada como patrimônio histórico da união em 1998 – tem problemas com rachaduras, infiltrações, umidade e goteiras. Ela já foi restaurada entre 2005 e 2007 – após um incêndio em criminoso.

 A Capela foi fundada no dia 27 de abril de 1759 e foi construída com pedras e uma massa feita à base de óleo de baleia. De acordo com o Núcleo de Estudos Açorianos, a construção é a mais antiga, nesse estilo, da região de Itajaí.

BENS CULTURAIS IMATERIAIS
A Prefeitura de Penha também pediu à FCC que as Festas do Divino Espírito Santo, de São João e São Pedro em Armação, Mastro de São Sebastião e o Polo de Pesca Artesanal sejam transformados em “Bens Culturais Imateriais” do estado. “Com isso, podemos buscar recursos públicos para realização e divulgação destes eventos”, explicou Bajara. Vanessa sinalizou que a demanda é plenamente possível de ser realizada e já deu entrada no processo de reconhecimento destas atrações por parte da Fundação Catarinense de Cultura.

Foto por: SMART FILMS

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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