O prefeito de Balneário Piçarras, Leonel José Martins (PSDB), viajou hoje, 2, para Brasília onde terá uma reunião com a Controladoria-Geral da União (CGU), em Brasília. Na pauta do encontro, que acontece às 14h, está a quitação à empresa Rohde Nielsen do restante do valor da execução da obra de alargamento da praia, realizada entre 2012 e 2013. “Já está tudo explicado documentalmente, mas eles (CGU) querem mais detalhes verbais”, explicou Leonel.
A última obra teve uma contratação de R$ 10.261.613,54. A polêmica gira em torno do valor e quantidade de areia depositada. A empresa teria sido contratada para lançar 591.990,96 metros cúbicos de areia na praia, mas teria depositado 470 mil metros cúbicos. Tal redução teve aval da antiga administração por meio de um termo supressivo. O atual governo não concordou com o termo e o rompeu.
“Nós vamos pagar à empresa esse volume de areia que foi depositado. O dinheiro já está na conta da Prefeitura, porém o CGU marcou uma audiência conosco dia 2 de março, em Brasília, pra gente justificar alguns pontos”, disse Leonel. Atualmente, 36%, cerca de R$ 3,5 milhões foram pagos à empresa. O valor já inclui a contrapartida do município, que foi de quase R$ 1 milhão.
“Depois, dependendo da reunião de Brasília, fazer o pagamento dos R$ 3 milhões que o município ainda deve para empresa e vai sobrar um saldo em torno de R$ 3 milhões, que é do volume de areia que deixou de ser colocado”, detalhou o prefeito. Segundo ele, a empresa já teria concordado com os novos valores. “Daquele dinheiro que o Ministério destinou à Prefeitura, mesmo pagando a empresa, ainda deve sobrar uns R$ 3 milhões e que nós vamos reutilizar no novo aterro, junto do dinheiro do Fumpra”, finalizou.
Foto por: Arquivo JC





