O Laboratório de Conservação e Gestão Costeira da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) concluiu a pesquisa do estudo prévio para implantação do Parque Natural Municipal Ponta da Vigia, em Penha. De acordo com a professora, Rosemeri Marenzi, 250 pessoas responderam ao questionário que buscava traçar a percepção da comunidade sobre a importância da região.
“Estamos terminando o estudo. Início de fevereiro entregamos ao prefeito (Aquiles José Schneider)”, disse Rosemeri, que é a coordenadora do Laboratório de Conservação. O estudo a que a professora se refere envolve uma série de questões. “O estudo envolve o diagnóstico preliminar do meio físico, biótico, socioeconômico e percepção sobre a criação do Parque”, detalhou ao Jornal do Comércio.
Nas mãos do poder público, o estudo poderá ter andamento ou sucumbir. A decisão estará nas mãos do prefeito. “Se aceito, deverá ter audiência pública e posterior decreto de criação”, acrescentou Rosemeri. O Plano Diretor de Penha já estabelece a região da Praia da Paciência e da Ponta da Vigia como Zona de Conservação Ambiental com fins de implantação de uma Unidade de Conservação. Contudo, precisa de tal regulamentação.
“Um Parque pode inibir a degradação ambiental que vem ocorrendo e possibilita a visitação ordenada conciliada à proteção da biodiversidade e da paisagem”, afirma o Laboratório de Conservação no cabeçalho que antecedeu os doze questionamentos da pesquisa respondida pelas 250 pessoas. A intenção do Parque é justamente coibir a utilização destrutiva dos recantos naturais – fato que vem sendo alvo que grande polêmica na cidade. Recentemente, conselhos ambientais e a Associação de Moradores da Praia Grade (AMAPG) bloqueou o acesso à Ponta da Vigia, liberando posteriormente.
Em julho do ano passado, o Condema já havia solicitado à Secretaria Municipal de Planejamento de Penha a abertura de processo administrativo para Criação das Unidades de Conservação localizadas nas áreas costeiras da Ponta da Vigia e Morraria da Praia Vermelha. “Considerando que, há uma pressão antrópica (da ocupação humana) sobre essas áreas situadas em área urbana e notadamente turísticas na qual requerem uma resposta efetiva do poder público e sociedade civil quanto à gestão territorial e ordenamento urbano”, defendeu o presidente do Condema, Sérgio Machado, no ofício. Não houve resposta.
Foto por: Smart Films





