Se estivesse vivo, o artista plástico de Balneário Piçarras, Luiz Telles, teria completado 72 anos de idade no último dia 31 de janeiro. Para homenageá-lo e manter viva sua herança cultural, a Fundação Municipal de Cultura de Balneário Piçarras lançou a exposição “Luiz Telles e suas obras”, que ficará aberta para visitação pública até o dia 2 de março, no Centro Cultural – já batizado com o nome do artista.
“Luiz Telles foi um grande artista plástico que levou o nome da nossa cidade para o mundo”, exalta a presidente da Fundação, Silvana Maria Rebello Pereira. A exposição traz obras do artista em telas, cerâmicas, gravuras e até objetos pessoais, como boina, móveis e o cavalete que era utilizado para pintura dos quadros.
A exposição é aberta de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, 13h30 às 17h30 e também à noite, das 18h30 às 22h30, no Centro Cultural Luiz Telles, localizado na Avenida Getúlio Vargas, 1113, no centro de Balneário Piçarras.
Em 2013, o acervo de Luiz Telles foi doado pela família ao Centro Cultural que leva o seu nome. “Tínhamos as coisas guardadas e não achávamos justo as pessoas não terem acesso ao belíssimo trabalho do Luiz”, comentou Ivete Maria Teles Pimenta, irmã do artista, completando que a família considera muito importante a realização da exposição na cidade que o viu nascer e crescer.
No mesmo ano, a escritora piçarrense, Iliane Fleith, lançou a obra “Luiz Telles, uma viagem pela imaginação”. Em 52 páginas, Iliane conta a história de vida de seu primo-irmão através de relatos pessoais de quem o viu produzir suas obras no quintal de casa. Além disso, o livro é ilustrado com as telas de Telles. “Ele trabalhava principalmente com o surrealismo. As principais eram voltadas para o surrealismo. Depois ele também trabalhou com o neoconcretismo”, definiu, frisando ainda que Telles utilizava muitos traços marinhos em ligação à costa.
LUIZ TELLES
Luiz Antônio Telles nasceu em 31 de janeiro de 1946, em Balneário Piçarras. Autodidata, iniciou as atividades artísticas aos oito anos de idade e sempre procurou pesquisar e estudar sobre a arte, artistas e obras.
Mudou-se para São Paulo em 1967, onde dedicou-se à sua arte e constatou identificação com o Surrealismo. Também morou por um ano na Europa, onde pôde pesquisar e aperfeiçoar seu estilo. Suas obras não se limitavam à pintura, Luiz trabalhava com desenho, gravura, tapeçaria, cerâmica e decoração de vitrines.
O artista faleceu em abril de 1991, em São Paulo, deixando seu nome e essência imortalizados em suas obras de arte. Em 2013, foi homenageado com a abertura do Centro Cultural de Balneário Piçarras, batizado com seu nome, o Centro Cultural Luiz Telles.





