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quinta-feira 16 de julho de 2026

Litoral Norte catarinense começa a receber visitantes marinhos

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Com a queda nas temperaturas, o litoral catarinense começou a receber seus primeiros visitantes marinhos. Pinguins-de-magalhães foram resgatados pela equipe da Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univali de Penha e uma baleia franca foi avistada entre a Ilha Feia e Ilhas Itacolomi. Mas, é preciso ter uma série de cuidados para ajudá-los ou mesmo observá-los, recomendam os técnicos da universidade.

Geralmente, os pinguins acabam chegando à costa com uma série de problemas clínicos. O procedimento correto é ligar para o 0800.642.3341 comunicar sobre a localização e “tentar manusear o mínimo possível. É claro, que se for um pinguim – que não oferece tanto risco – até pode colocar ele em uma caixa de papelão e deixa-lo em um local mais tranquilo e aquecido”, explica o coordenador da Unidade, Jeferson Dick.

Stress, cansaço, hipotermia, desidratação, problemas gastrointestinais, intoxicação alimentar e lesões causadas por capturas acidentais em redes de pesca são os diagnósticos mais comuns dos pinguins encontrados na costa catarinense. Afastados do grupo migratório que segue com a corrente marítima mais gelada da Patagônia, eles precisam tratamento veterinário e ajuda para chegarem ao destino.

“Todo animal marinho que é encontrado na praia é trazido para cá e é analisado por um médico veterinário, que define um tratamento terapêutico para ele. De acordo com esse tratamento, a gente acompanha para ver se tem recuperação, ou não”, reforçou Jeferson. Atualmente, 4 pinguins estão em tratamento na Unidade de Penha. Com relação aos animais maiores ou já mortos, assim que localizados na praia, os cuidados são diferentes.

“Com relação a animais maiores, não tentar mexer. Se o animal já estiver morto, é importante não haver o contato das pessoas, pois o animal pode ter morrido por alguma doença que pode ser contagiosa”, recomendou Jefferson, sempre reforçando sobre a importância de acionar a equipe de resgate pelo telefone. O período de maior possibilidade de localização destes animais vai de junho a setembro, mas pode oscilar de acordo com o clima.

Na água, os visitantes são de peso. É bastante comum encontrar baleias da espécie franca e até jubarte nesta região da costa. No início da semana, uma franca e seu filhote foram filmados entre as ilhas. Mas, atenção! “É importante manter a maior distância possível dela, pois a presença de barcos incomoda ela, pois a comunicação das baleias com os filhotes é por som”, pontuou o coordenador da Unidade de Estabilização.

Foto por: Felipe Bieging

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