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Piçarras
sábado 24 de fevereiro de 2024


Prefeitura de Balneário Piçarras utiliza saneadora para limpar orla

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A Prefeitura de Balneário Piçarras vem utilizando um moderno método para limpeza diária da orla. Uma saneadora de areia realiza um tratamento profundo removendo resíduos enterrados em até 200mm de profundidade como cacos de vidro, pregos, objetos cortantes, bitucas de cigarro e tampinhas de garrafas. A saneadora é movida com o uso de um trator.

“Através de peneiramento da areia o equipamento remove resíduos enterrados e expõe bactérias, fungos e microorganismos a luz solar, eliminando-os e gerando redução de riscos a saúde”, afirma o prefeito, Leonel José Martins (PSDB). O equipamento vai ao encontro das tradicionais avaliações positivas de balneabilidade do mar, aferidas semanalmente pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

Este é o primeiro ano que o município usa tal tipo de maquinário, que também é novidade no litoral catarinense. “Das praias da nossa região, apenas Balneário Piçarras e Bombinhas usam este tipo de processo para a limpeza da areia”, frisa o secretário de Obras, Aires Testoni, explicando que “o equipamento trabalha diariamente, a cada dia executando um trecho da praia”. A saneadora é utilizada sempre à noite, a partir das 20h

Além da saneadora, a prefeitura faz a coleta de resíduos maiores deixados na faixa da areia e conta com a parceria da empresa responsável pela zeladoria urbana do município, Barreiras, na limpeza das vias e do calçadão da praia. A Prefeitura pede a atenção dos frequentadores da praia no período em que as máquinas estão funcionando.

Estudo no Paraná comprova eficiência

No ano passado, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), por meio de coleta de análises, em praias que utilizam a saneadora para o processo de peneiramento da areia, comprovaram a eficiência da atividade para a eliminação de microrganismos que causam doenças como diarreias, gastroenterites, alergias na pele, parasitoses e viroses.

A farmacêutica bioquímica da entidade, Sumaia Andraus, foi a responsável pelas análises e afirma. “Sem o revolvimento, os microrganismos que ficam na parte de baixo da areia têm condições ideais, como temperatura, umidade e nutrientes, para sobreviver e se proliferarem. Esse é um método inteligente, barato e sustentável para garantir a saúde de quem vai a praia, já que o contato direto com a areia é muito comum quando as pessoas andam descalças, sentam e deitam na areia, as crianças brincam e constroem castelos”, explica.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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