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sábado 24 de fevereiro de 2024


Tartaruga-cabeçuda é achada morta na praia de Barra Velha

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Uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) foi encalhada Praia Central de Barra Velha, na manhã da última quarta-feira, 4. A tartaruga media 147 centímetros de comprimento e pesava 140 quilos. De acordo com o tamanho, o indivíduo provavelmente era um adulto. Na análise externa não foram observadas marcas compatíveis com interações antrópicas, como redes de emalhe ou espinhel. Informações complementares serão divulgadas após o exame de necropsia.

O animal foi encaminhado para Unidade de Estabilização de Animais Marinhos, em Penha, onde passa pelo exame. A tartaruga-cabeçuda é uma das cinco espécies de tartarugas marinhas ocorrentes no Oceano Atlântico. No Brasil, está listada pelo Ministério do Meio Ambiente como em perigo de extinção. As principais ameaças à espécie são a poluição marinha, a degradação das áreas de desova e a captura acidental pela atividade pesqueira.

A PMP-BS pede que “ao avistar tartarugas, aves ou mamíferos marinhos nas praias, acione o 0800 642 3341. A ligação é gratuita e funciona diariamente das 8h às 17h30. Lembre-se de informar um ponto de referência, praia e município”.  O monitoramento é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.

Toninha registrada ano passado pela Univali tinha 18 anos de idade

Pesquisadores da Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) registraram um importante dado para o estudo da toninha, o golfinho mais ameaçado de extinção no Brasil. Através de amostras de dentes, a equipe confirmou que um dos indivíduos atendidos ano passado era uma fêmea gestante de 18 anos de idade. A expectativa de vida para fêmeas desta espécie é em torno de 20 anos, relativamente baixa quando comparada à maioria das espécies de golfinhos.

As análises foram intermediadas pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). “O que nos chama atenção é o fato desta fêmea ainda ser capaz de gestar um novo filhote em idade avançada. É uma pena o registro ter sido feito após o óbito”, comenta a médica veterinária Tiffany Emmerich.

A toninha foi encontrada sem vida em outubro do ano passado, na Praia do Tabuleiro, em Barra Velha. O animal apresentava um corte parcial na nadadeira caudal (compatível com objeto cortante) e fortes marcas lineares, indicativos de interação com redes de pesca. O emalhe acidental é uma das principais ameaças à espécie, que possui hábitos costeiros e interage com a atividade pesqueira.

 

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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