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terça-feira 23 de abril de 2024


Grupo discute possíveis atrativos do Parque Natural Rio Piçarras

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O trabalho de lapidação do Parque Natural Municipal Rio Piçarras segue avançando. No último dia 8, a Matriz Estratégica para o Plano de Manejo do Parque começou a ser debatida em uma oficina que envolveu o Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (IMP), o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) e da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

“Debateu-se sobre possíveis estruturas e atrativos a serem executados, visando incentivar o potencial turístico da cidade sempre levando em consideração os princípios do desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente”, destacou a presidente do IMP, Rosemari Bona. Algumas ideias já foram postas no papel, como por exemplo, a criação de três quilômetros de trilhas ecológicas.

O IMP já batizou as cinco trilhas que percorrerão os 747 mil metros quadrados do Parque: Ipê Amarelo, Jerivá, Mangue, Mirante e Olandim. A proposta vai além: incluir os trajetos naturais na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso. Vamos criar um bom parque para que os munícipes possam usufruir”, assegura a presidente do IMP.

Outras ideias também foram debatidas, como a criação de um Mirante 360 graus (com vista para o mar e região rural), horto florestal, decks e trapiches ao longo dos 4,2 quilômetros de rio que cercam o parque. O Plano de Manejo contribuirá para a definição de utilização e o zoneamento desta Unidade de Conservação. Atributos da região a serem aproveitados e valorizados e os pontos que necessitam de aprimoramentos também foram discutidos.

O Plano de Manejo está sendo desenvolvido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A doutora e engenheira florestal, Rosemeri Carvalho Marenzi, disse que um dos grandes desafios está justamente na biodiversidade e revelo do parque: 97% coberta por vegetação nativa e áreas de alagamentos por influência do Rio Piçarras.

Segundo Rosemari, o documento deve ser entregue ao IMP no dia 9 de dezembro. “O Plano de Manejo do parque é como o zoneamento de uma cidade. Com ele, sabemos quais a existência das espécies e o que podemos fazer”, detalhou Rosemari.

PARQUE NATURAL MUNICIPAL RIO PIÇARRAS

Em agosto de 2020, o IMP recebeu da Superintendência de Patrimônio da União em Santa Catarina (SPU) a cessão de uso gratuito da área e tem prazo de 3 anos para que o projeto seja idealizado e o parque esteja efetivamente criado. Esse prazo foi estipulado pela SPU. O processo de criação do parque teve início em 2019 e resultou na outorga ao município pelo prazo de 20 anos – com possibilidade de prorrogação.

O acesso principal para o parque será pela Rua 5591 (Capivara), atrás do Museu Oceanográfico Univali, no bairro Santo Antônio, porém ainda não é possível chegar até o local. A ideia de criação do Parque surgiu em 2017, quando se iniciou os estudos no local pelo doutor em Biologia Vegetal, Ademir Reis, contratado pela, ainda então, Fundema.

No local foi identificada uma vegetação com características de florestas antigas e bem desenvolvidas, com registros de estágio primário que representa o maior grau de conservação das florestas nativas, contendo uma abundância de espécies de indivíduos de flora ameaçada de extinção no Estado de Santa Catarina, como é o caso da árvore Callophyllum brasiliense (Olandim). Foram catalogadas 158 espécies de vegetação encontrada no local.

Foto por: FELIPE FRANCO, JORNAL DO COMÉRCIO

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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