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terça-feira 18 de junho de 2024


“Operações frequentes, barreiras policiais e atividades de inteligência”, adianta o novo major da PMSC de Penha

Major Fabricio Neves Murer foi empossado na Companhia de Penha no mês passado e promete um trabalho estratégico de orientação, inteligência e maior ostensividade

Foto, Felipe Franco / JC
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“Operações frequentes, barreiras policiais e atividades de inteligência”, definiu o novo major da Polícia Militar de Catarina (PMSC), em Penha, Fabricio Neves Murer – que sucede o capitão João Gabriel de Moura Iglesias, agora no comando do pelotão piçarrense – sobre como será seu trabalho à frente do comando. Ele já finalizou estudo sobre a realidade local e traçou um plano de trabalho que tem por base três pilares: interação e prevenção junto à sociedade, ações de inteligência e maior ostensividade.

“O primeiro seria a interação com a comunidade. O que que é interação com a comunidade? É explorar os programas preventivos da Polícia Militar”

MAJOR MURER

“O primeiro seria a interação com a comunidade. O que que é interação com a comunidade? É explorar os programas preventivos da Polícia Militar. Rede Catarina, que é a questão da violência doméstica, a própria Rede de Vizinhos e as visitas comerciais e residenciais – ampliar o número de visita residencial e comercial”, detalhou o major, agora responsável pela 3ª Companhia, ligada ao 25º Batalhão da PMSC, em Navegantes. O trabalho ganha força com a presença constante no meio social.

“As visitas comerciais a gente tem que é uma das formas da polícia preventiva e de interagir com o comerciante, poder escutar ele sobre qual que é a demanda que ele tá tendo. Às vezes, ele tem um morador em situação de rua incomodando, às vezes tem uma questão de trânsito que a gente pode, com a Prefeitura, melhorar… Os comerciantes têm essa sensação de segurança elevada, de que Polícia está presente e mais ativa”, acrescentou Major Murer, frisando ainda cuidado especial com o case da PMSC de Penha: o Rede de Vizinhos.


“Paralelamente a isso, a gente tem a Rede de Vizinhos, um programa institucional que temos aqui e é um dos pioneiros do Estado. Ele abrange centenas de ruas aqui em Penha e a gente está tentando implementar uma visita residencial nessas ruas, para mostrar que nós estamos presentes, identificar as necessidades de cada uma. Já estou planejando uma operação numa Rede Vizinha que está reclamando muito das bicicletas motorizadas”

Questionado sobre o perfil de seu trabalho, resumiu: “trabalho de proximidade e prevenção com a comunidade, ações com operações de inteligência e ações com maior ostensividade – nessa, seria o próprio policial na rua fiscalizando, a viatura ostensiva mesmo”.

“Particularmente, vou tentar melhorar essa questão da ostensividade, tanto com operações frequentes, barreiras policiais e atividades de inteligência”

MAJOR MURER

INTELIGÊNCIA E POLÍCIA OSTENSIVA

Suas primeiras ações na Companhia foram a de analisar o perfil criminal da cidade – apesar de ser conhecedor da realidade penhense, uma vez migra do Batalhão de Navegantes. Verificou as principais necessidades e, de imediato, intensificou a presença de seus homens na rua. “A Polícia está monitorando a cidade, elevando essa sensação de segurança. É um dos propósitos dentro da maior sensibilidade da Polícia ostensiva, que é o viés que a gente tem”, categorizou.

Major Murer adianta ações policiais mais constantes por meio de barreiras, ações surpresa e maior policiamento em setores específicos. “Particularmente, vou tentar melhorar essa questão da ostensividade, tanto com operações frequentes, barreiras policiais e atividades de inteligência. Aumentar o policiamento em determinados locais onde a gente já mapeou – onde tem uma maior mancha de criminal ou maior número de ocorrências”, adiantou.

TRÁFICO DE DROGAS

Ciente de que o confronto contra o tráfico de drogas é uma união entre as esferas públicas e judiciais, Major Murer frisou que a PMSC dará prosseguimento à operação estratégicas na cidade – em especial de zonas já mapeadas. “A gente trabalha com estratégia de inteligência, mapeamos os pontos para fazer relatórios de inteligência e a partir desses relatórios efetuar a prisão desses agentes criminosos e posteriormente o Ministério Público oferecer denúncia e sofrer o processo judicial”, comentou, esperando maior rigidez da esfera punitiva.

MONITORAMENTO DE APENADOS

Outra vertente de traçada pelo major é um monitoramento mais intenso sobre pessoas apenadas – que estão em situação de liberdade monitorada e com restrições de circulação social. “Principalmente se ele está em casa depois das 20h. Então, a gente vai aleatoriamente, criar uma programação operacional em que a viatura vai na casa e lavra o boletim de ocorrência. E esse é um aspecto bem interessante. Ele de próprio punho coloca o endereço que ele vai estar, então se ele colocou o endereço do próprio punho e não está ali já mostra que é má fé”, encerrou ele, que ingressou na corporação militar em 2011.

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