“Que todos os dias dos próximos quatros anos eu me lembre de quem me colocou aqui, minha equipe, os apoiadores, a direita de Santa Catarina, os bolsonaristas de Santa Catarina. Prometo dar o melhor para cumprir essa missão”. A citação é do 46º governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), empossado oficialmente no último dia 1º, junto da vice-governadora Marilisa Boehm (PL). Sua citação é direcionada aos 2.983.949 votos recebidos nas últimas eleições e que o colocaram na principal cadeira da política catarinense.
Ao longo de seu discurso, o governador reforçou os compromissos assumidos durante a campanha, em que foi eleito com a maior votação percentual para um governador no Brasil. Prioridade para a Saúde, em esforço conjunto para zerar filas com mutirões. E foco no poder transformador da Educação com plano para universalizar em Santa Catarina o acesso gratuito ao ensino superior, tornando o sistema Acafe em gratuito.
“O meu sonho também é o de cada um que me colocou aqui. E a realização dele só vai acontecer quando for possível entregar de verdade para a população os resultados do nosso trabalho. Quando zerarmos a fila da saúde, quando uma mãe tiver um filho trabalhando, empregado depois de um curso técnico para ajudar na renda da família. Quando o microempreendedor tiver condições de prosperar”, frisou.
“Enquanto eu falo, tem catarinense com dificuldades, doente, desempregado, tem catarinense sem esperança. Esses, só têm o braço do estado por eles. Esse braço deve forte, acolhedor, inclusivo. Esse braço precisa oferecer curso de profissionalização, acesso à universidade, um atendimento médico sem meses ou anos na vida, oportunidade de trabalho para quem precisa e quer trabalhar”, completou Jorginho, que comandará o estado para 2023/2026.

Ao longo do primeiro mês de sua gestão, Jorginho pontuou que sua equipe técnica irá promover um estudo preciso sobre a situação da máquina estadual – dando publicidade ao cenário encontrado. “Por isso, quero começar o governo com muita transparência. No mês de janeiro, informaremos a sociedade a situação real do estado de Santa Catarina”, afirmou em seu discurso. “Tudo o que fizermos precisa ter começo, meio e fim. Vamos usar a sinceridade ao invés da enrolação, porque Santa Catarina tem pressa”, acrescentou.
Política de longa carreira – vereador, quatro vezes deputado estadual, duas vezes deputado federal e senador – Jorginho categorizou que manterá a essência política em sua primeira gestão no comando do estado: “Mas, se ficarmos escatelados nos gabinetes não faremos as coisas acontecerem. Por isso, quero estar muito nas ruas, de mãos dadas com o povo para ouvir as pessoas. Acredito que um governador precisa liderar pelo trabalho, precisa mover o seu time pelo exemplo, pelo otimismo […] Quero ser o governador do relacionamento, da política no seu sentido mais nobre. Ninguém precisa ter vergonha de dizer que é político”.
Na cerimônia de posse – realizada na Assembleia do Estado e com a presença do ex-governador Carlos Moises – Jorginho regressou às origens para iniciar sua narrativa. “Esse momento é o início da realização de um sonho para o qual me preparei ao longo da minha vida. A caminho daqui, me passara um filme em minha cabeça. E começava começa comigo, pequeno, lá no Oeste – vendendo sonho, paçoquinha, cheio de dificuldades, mas, cheio de esperança. Sou mais um brasileiro que construiu a própria história na base do trabalho, desde muito cedo […] De vendedor de paçoquinha, chego a governador com uma votação histórica. Essa experiencia me ensinou, mas o que aprendi de mais importante é: quando a gente acredita, trabalha, se esforça, a gente consegue”.





