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segunda-feira 27 de julho de 2026

Livro resgata a história da bananicultura e sua transformação em Luiz Alves

Fotos, Michelli Schappo
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O morador de Luiz Alves, Valdir Schappo, lançou recentemente o livro A Preço de Banana, obra que retrata a trajetória da bananicultura no município e sua importância para o desenvolvimento econômico e social da cidade. Com relatos de produtores, empresários, lideranças políticas e moradores, o livro apresenta desde os primeiros cultivos até os impactos da atividade agrícola na vida das famílias luizalvenses.

Segundo o autor, a ideia da obra surgiu a partir da vontade de registrar uma história da qual ele próprio fez parte. O primeiro bananal da família Schappo foi plantado em 1976, período em que a região enfrentava um intenso êxodo rural.

“A atividade da bananicultura iniciou em Luiz Alves em 1976. Neste ano completam-se 50 anos desde o início do cultivo”

“A atividade da bananicultura iniciou em Luiz Alves em 1976. Neste ano completam-se 50 anos desde o início do cultivo. Na época, muitas famílias deixavam o campo em busca de oportunidades nas cidades. A chegada da cachaça produzida em São Paulo, com custos mais baixos, desestimulou os produtores locais de cana-de-açúcar, agravando ainda mais esse cenário”, relembra Valdir.

Foi nesse contexto que surgiu a iniciativa de seu pai, Laudelino Schappo, de investir no cultivo da banana.

“Éramos 11 irmãos, mas a maioria já havia deixado a propriedade para trabalhar na cidade. Meu pai teve a ideia de plantar banana, e eu e meus dois irmãos que ainda permanecíamos em casa colocamos o projeto em prática. Participei de todas as etapas desse processo e, há muito tempo, tinha o desejo de registrar essa história para que ela fosse eternizada”, conta.

O livro apresenta a evolução da produção bananeira, desde os primeiros 5.250 pés plantados

O trabalho de pesquisa começou em agosto de 2023 e levou cerca de 30 meses para ser concluído. Ao todo, foram realizadas entrevistas com personagens que acompanharam o desenvolvimento da atividade no município. O lançamento oficial ocorreu no último dia 21 e reuniu aproximadamente 220 convidados, entre familiares, produtores, apoiadores, entrevistados, amigos e autoridades.

Ao longo das páginas, o livro apresenta a evolução da produção bananeira, desde os primeiros 5.250 pés plantados até os atuais cerca de 6 milhões de plantas cultivadas em Luiz Alves, consolidando o município como um dos maiores exportadores de banana do Brasil.

“A obra mostra toda a evolução da atividade, tanto no campo quanto no comércio. Relata as melhorias implementadas na produção, na colheita e no pós-colheita, além de destacar como a bananicultura foi fundamental para interromper o êxodo rural e promover o crescimento econômico do município. Muitas famílias conseguiram permanecer no campo, criar seus filhos com dignidade e construir um futuro melhor”, destaca.

Valdir ressalta ainda que o livro também traz elementos de sua trajetória pessoal, refletindo a realidade vivida por muitas famílias do interior catarinense nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

“O livro mistura um pouco da minha biografia com a história de tantas pessoas que viveram aquela época. É um relato sobre trabalho, perseverança e transformação, mostrando como uma ideia pode impactar positivamente toda uma comunidade”, afirma.

“Tive o privilégio de participar dessa história e senti que era necessário registrá-la para as futuras gerações”

Para o autor, a conclusão do projeto representa um sentimento de gratidão e missão cumprida.

“Sou grato a Deus, à minha família, aos apoiadores, aos entrevistados e, de forma especial, à jornalista Miriam Mesquita, que me acompanhou durante todo o processo. Tive o privilégio de participar dessa história e senti que era necessário registrá-la para as futuras gerações”, destaca.

Parte da tiragem será destinada às escolas do município e à Associação dos Bananicultores de Luiz Alves (ABLA). Os exemplares também já estão disponíveis para venda na sede da entidade.

“Nunca percam a fé e a esperança. Persistam diante das dificuldades, porque Deus nunca nos abandona. Meu muito obrigado a todos que fizeram parte dessa caminhada”, finaliza o autor.

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