Em júri popular realizado na tarde desta terça-feira, 1º de agosto, Jaciel Wilck – acusado de ter matado a ex-mulher, Neiva Aparecida de Oliveira – foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto. A sentença final não agradou o promotor de justiça, Luis Felipe de Oliveira Czesnat e a definiu como “sentimento de impunidade”.
Jaciel poderá recorrer da sentença em liberdade. Caso opte por cumprir a pena em semiaberto, deverá comprovar que tem emprego e dormir em uma cadeia – Itajaí ou Barra Velha. Ele saiu do Fórum da Comarca de Balneário Piçarras acompanhado de seus parentes, em forte comoção.
O corpo de jurados, formado por quatro mulheres e três homens, entendeu que Jaciel assassinou Neiva “impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima”. A tese reduziu a pena final do sentenciado, que durante todo o processo confessou o crime.
O Ministério Público pedia a prisão pela acusação de crime qualificado por motivo fútil (diante das desavenças entre o casal, e impedindo a defesa da vítima), pena que chegaria a 30 anos. “Mas eu previa de 14 a 16 anos, dificilmente alguém pega 30 anos. Mas, a sentença de hoje (1º de agosto) deixa um sentimento de impunidade na família, sem dúvidas”, acrescentou o promotor.
Luis Felipe acredita que anulação do primeiro julgamento foi determinante para o resultado de agora. “Certamente. O fato de estar preso, a proximidade com o crime e a comoção familiar teriam maior apelo no primeiro julgamento”, analisou. Jaciel foi posto em liberado em 8 de novembro do ano passado, após jurados conversarem sobre o caso no período de almoço.
O promotor ainda não sabe se irá recorrer da sentença. “Vou analisar as circunstâncias”, finalizou. O crime cometido no dia 24 de novembro de 2015. Neiva foi morta com cinco disparos, feitos pelas costas, sendo que e um deles atingiu sua cabeça. Jaciel foi preso na mesma noite, em um bar na cidade de Navegantes.





