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Piçarras
terça-feira 7 de julho de 2026

Vereadores aprovam ?Praça da Paz?

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Com emenda supressiva, foi aprovado o projeto de lei que denomina a Praça da Paz, em Balneário Piçarras, de autoria da vereadora Marly Dulcineia Santana (PSDB), a Ziza. Originalmente com o texto de “Praça Romário Firmino Gonçalves”, a Comissão Parlamentar da Câmara de Vereadores sugeriu emenda retirando o nome do homenageado e mantendo o termo “Praça da Paz”. 

 
“Há uma questão jurídica muito polêmica envolvendo essa praça e observamos ser mais prudente manter o nome original”,  disse o relator da Comissão, Maurício Köche (PP). O projeto foi votado na última terça-feira, 16, gerando ainda discussão entre parlamentares sobre um acordo verbal feito entre Ziza e Oswaldo Moreira da Silva Junior (PT). 
 
Oswaldo é o autor de um segundo projeto de lei que denominaria o mesmo local de “Praça Vereador Bertolino Antônio Santana”. O parlamentar disse que retirou o documento em virtude de ter acordado com Ziza que ela também não apresentaria seu projeto e a praça tivesse o termo “Paz” oficializado. O presidente da Câmara, Antônio Beduschi (PT), o Nico, confirmou que houve o acordo. “O político precisa ter palavra”, pontuou Nico.
 
“Eu não disse que ia retirar pra sempre”, defendeu-se Ziza. Já Oswaldo alegou que não houve o cumprimento do acordo. “Foi feito o acordo para retirarmos os projetos e manter o nome de Praça da Paz”, contrapôs. Na votação final ao projeto com emenda, que seguiu como autoria de Ziza, apenas Gercino Medeiros (PP), Ivo Fleith (PSDB) e Ziza  se abstiveram do voto. Os demais ratificaram o nome.
 
A Prefeitura de Balneário Piçarras inaugurou no dia 30 de abril as obras da “Praça da Paz”, no bairro Santo Antônio. Construída em terreno que tem sua propriedade questionada em processo que ainda tramita na Justiça, a praça fica na esquina das ruas Rosa Silvino (5330) e João de Deus Carvalho (5000).
 
Rildo Santana (filho de Bertolino) e Prefeitura discutem sobre a propriedade do lote. Rildo ajuizou processo de reintegração/manutenção de posse contra a Prefeitura alegando que o terreno onde a obra foi construída é seu. Ele quer uma indenização de R$ 220 mil pelo lote. 
 
Já a Prefeitura alega que o lote em questão é uma sobra de terra, fruto de uma alteração viária da Rua Rosa Silvino, que teve seu curso modificado para legalização de um loteamento na região, afirmando ainda que depositou em juízo R$ 62.666,66 no caso de alguém se declarar dono desta sobra.
 
REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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