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Piçarras
terça-feira 7 de julho de 2026

PSD fica no Governo, mas lança Tironi

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Reunidos na segunda-feira, 15, a cúpula da diretoria local do PSD de Balneário Piçarras decidiu por manter a coligação e seu apoio ao atual Governo Municipal, administrado por Leonel José Martins (PSDB) e Flávio Tironi, que é do PSD. Após polêmica exoneração envolvendo um dos líderes do partido, a relação entre as siglas acabou abalada. Por conta disso, o PSD já anunciou Tironi como pré-candidato a prefeito nas eleições do ano que vem.

 
“Ele (Tironi) é o pré-candidato do partido a prefeito. Temos outro nome, mas hoje já trabalhamos com essa ideia”, definiu o presidente do PSD, Cláudio Souza. Apesar do antecipado anúncio, a sigla afirma que segue aberta a conversas partidárias e que também não descarta manter-se como vice numa possível chapa na busca de Leonel por uma reeleição. “Estamos completamente abertos a propostas de coligação e manutenção da atual dupla (Leonel e Tironi)”, completou.
 
“Não vamos romper. Meu posicionamento foi claro: não podemos prejudicar o partido por conta de um caso isolado”, ratificou Claudio após a reunião de segunda-feira, 15. Essa decisão foi tomada após a exoneração de Sérgio Luiz da Maia (PSD), o Serginho, da Secretaria de Serviços Urbanos. Com estado de vereador – agora licenciado por 30 dias – a demissão de um dos líderes do partido colocou em cheque a relação do PSD e PMDB, que cogitou abandonar o bloco de apoio ao tucano. 
 
“Vamos seguir com a coligação até o final do trabalho, como foi acordado na campanha”, completou o presidente do PSD. Entretanto, uma reunião com o prefeito Leonel será marcada na próxima semana – quando ele retornar de suas férias – para tratar sobre as demissões que atingiram os funcionários apadrinhados do PSD. O partido espera reverter algumas saídas, principalmente no setor de obras.
Também vamos apresentar três sugestões de nomes para ocupar a Secretaria de Obras. A decisão de exoneração foi precipitada”, finalizou Claudio, revelando que o partido não foi comunicado sobre as demissões, que estão ocorrendo por conta dos gastos elevados com folha salarial e alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SC). O Governo afina que a receita municipal tem caído e que, por conta disso, o limite do percentual do orçamento para gastos com folha está no máximo. A exoneração de Serginho ainda não tem uma versão oficial por parte da Prefeitura.
 
REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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