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domingo 5 de julho de 2026

Liquinha será julgado nesta quarta-feira

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 Luis Carlos Flores (foto), o Liquinha, senta no banco dos réus nesta quarta-feira, 11. A partir das 9h, ele enfrentará um júri popular onde será julgado pelo assassinato de quatro membros da própria família: mãe, pai, irmã e sobrinho. A acusação por parte do Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC) qualifica o crime por motivo fútil e utilizando meios que não permitam defesa, numa pena que pode ultrapassar cem anos.

O julgamento acontecerá na Comarca de Florianópolis, após pedido da advogada de Liquinha, Débora Salau do Nascimento, de transferência de foro, acatado no final do ano passado. Ela acredita que se o julgamento ocorresse na comarca de Balneário Piçarras poderia sofrer interferência de resultado em virtude da comoção popular que o crime causou.

Liquinha é acusado e confessou na delegacia ter cometido um dos crimes mais bárbaros de Penha. O crime aconteceu no dia 7 de dezembro de 2012, na Rua Tijucas, em uma casa que hoje é uma pequena Pousada. Se condenado, a pena pode atingir 120 anos, dos quais, segundo a Legislação Penal brasileira, cumprirá no máximo, 30 anos.

De acordo com o pedido do Ministério Público, por ter supostamente assassinado a mãe (Carmen da Cunha Flores, 69 anos), e a irmã (Leopoldina Carmem, 41 anos), Liquinha foi acusado de ter cometido o crime de forma fútil por meio que impedisse ou dificultasse qualquer ato de defesa, sendo ele praticado através de emboscada.

Já pela desconfiança do assassinado do pai (Luiz Nilo Flores, 72 anos) e do sobrinho (Pedro Hendrick Flores, 10 anos), além das mesmas acusações do crime da mãe e irmã, foi acrescido a tentativa de ocultar a descoberta do crime inicial. Para cada crime cometido, Liquinha pode ser condenado a trinta anos de prisão, sentença que será definida após julgamento e decisão do corpo de jurados.

 

O CRIME

Liquinha confessou à Polícia Civil que assassinou a mãe, o pai, a irmã e o sobrinho a golpes de marreta. O motivo do crime teria sido o ciúme que o acusado tinha da irmã na relação com a mãe e outras brigas pessoais. Contudo, matou Dona Carmem para que ela não sofresse com a morte da filha e teria assassinado o pai e o sobrinho para que não existissem testemunhas.

“No local, o acusado Luiz Carlos encontrou com todos os seus familiares e se dirigiu ao seu quarto. Depois de usar a substância tóxica conhecida como cocaína, teve a intenção de matar sua irmã Leopoldina, em razão desta se opor ao seu vício de uso de drogas, negando aquela em lhe fornecer dinheiro. Contudo, visando diminuir o sofrimento da mãe, frente a morte da filha, o acusado resolveu matar antes a sua mãe”, descreve o promotor, Luiz Felipe Czenat, no processo, detalhando a noite do crime.

A confissão, segundo consta no inquérito policial, foi feita 24 horas após o crime. Liquinha, inclusive, foi a funeral, chorou a morte e ajudou a carregar os caixões dos familiares.

Foto por: Camila Guerra

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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