A chegada do Supermercado Top ao município, anunciada há vários meses, ficou suspensa no dia 17 de julho através de uma notificação da prefeitura. A principal argumentação do poder público para frear a implantação da empresa, que já treinava funcionários, foi o transtorno no trânsito que o empreendimento iria ocasionar. O empreendimento está situado na mais importante entrada e saída do município, no final da Avenida Governador Celso Ramos, via que conecta o município com a BR-101.
A notícia chegou de surpresa para o empresário Tito Gornicki, dono da Incorporadora São Paulo e proprietário do galpão onde seria instalado o supermercado. Os alvarás de construção do prédio estavam em dia e a prefeitura já havia autorizado a ampliação do galpão. A vinda de redes de supermercados é um dos grandes projetos que Gornicki já está acostumado a implantar no município. “Quando Barra Velhanão tinha nada, eu construí a primeira rodoviária, doei o terreno para construir o quartel da Polícia Militar, trouxe a empresa Cebrace e a Eletro Aço Autona. O Plano Diretor permite a obra e o alvará especifica que o prédio era com finalidade comercial”, argumentou o empresário.
Já o prefeito Claudemir Matias, em entrevista com o JC, foi enfático. “Tito pode continuar construindo o galpão, porém não vai poder implantar o supermercado. Qualquer investimento que ele fizer, está ciente que não vai poder ser para supermercado. Nós queremos o crescimento da cidade, mas sem prejudicar o trânsito. Pensando em 10anos adiante, isso aqui não vai permitir o fluxo do trânsito. Exemplos destes já temos em Joinville ou Florianópolis”, disse Matias. O prefeito explicou que embora o galpão para o supermercado estivesse sendo construído, o proprietário da rede Top nunca havia solicitado anteriormente um estudo de viabilidade para saber se a prefeitura iria permitir esse tipo de comércio.
Embora Matias garanta que não possui nada contra a chegada do supermercado ao município, a principal dúvida é se uma empresa com o porte da São Paulo Incorporadora não saber ia de forma adiantadas e a prefeitura permitia ou não este tipo de estabelecimento comercial. Fontes do Jornaldo Comércio destacaram que o proprietário do supermercado teria conversado em fevereiro com prefeito sobre a implantação do comércio e este não teria dado nenhuma negativa ao projeto. “O projeto que eles tragam não vai adiantarem nada. Se eles usassem a marginal da BR-101 não haveria problema, mas a Autopista Litoral Sul não libera. Como alguém vem investir sem saber se o comércio vai poder funcionar?”, questionou o prefeito.
O vereador governista, Marciel Berlin, defendeu na palavra livre a decisão de Matias, que contou com a análise da Secretaria de Planejamento, responsável pelo estudo de viabilidade técnica. “Esta situação acontece porque tudo o que foi feito e irá a ser feito está dentro da legalidade. Para a prefeitura o único que é válido são as garantias e pronunciamentos que dá por escrito”, comentou. Para a o vereador da oposição Dalete Vieira, a questão do trânsito está fora de cogitação na hora de suspender a chegada do supermercado. “Problema de trânsito não é. Quantas pessoas já morreram em função do trevo da Parada Havan. Isso chega com o crescimento da cidade. Não somos nós que vamos decidir se o supermercado pode ou não pode se instalar, quem vai decidir é a Justiça”, comentou o parlamentar na sessão da terça-feira, 13.
O presidente da Câmara de Vereadores Nivaldo Ramos também destacou que a chegada de novas empresas que tragam emprego e progresso para o município sempre é bemvinda. “É a lei do progresso ter mais concorrência.”, afirmou Nivaldo. O vereador Douglas Elias da Costa se pronunciou a favor da vinda do supermercado, junto com Adilson Madruga e o vereador Claudionir Arbigaus, no entanto Natanael Izidório se pronunciou contra a vinda da empresa. O diretor do supermercado, Norberto Murilo Campestrini, participou das últimas sessões da Câmara de Vereadores para saber sobre a situação da suspensão e avaliar as medidas cabíveis e não descarta ainda a mediação da justiça.





