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segunda-feira 22 de abril de 2024


Justiça define nova audiência para Argeu

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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina marcou a nova data do julgamento de Argeu Jesus Coelho. Após ser julgado em abril do ano passado e ter a sentença cancelada (um ano e três meses que poderiam ser cumpridos em liberdade), a Comarca de Balneário Piçarras definiu que Argeu volta ao banco dos réus às 9h do dia 26 de outubro.
Argeu e seu advogado, Roberto Joaquim de Borba – que não foi encontrado pela reportagem para comentar o assunto – já foram intimados do novo julgamento. Já o promotor de justiça, Luis Felipe de Oliveira Czesnat, acredita que no segundo julgamento uma condenação correta seja atribuída ao acusado. “É o que eu espero agora. Que a justiça seja feita”, disse.
O segundo julgamento, que não é passível de recurso, vai acontecer no Tribunal do Júri do Fórum de Balneário Piçarras e pode ser assistido por qualquer pessoa. Desta vez, não será Luis Felipe o responsável por defender Leila. O promotor de Navegantes, André Braga de Araújo, é quem vai ocupar o lugar na Promotoria. “Através de uma conversa com ele, acertamos a troca de alguns casos. O caso do Argeu, coincidentemente, ficou com ele”, explica Luis Felipe.
Argeu havia sido condenado um ano e três meses de detenção pelo homicídio e um ano e dez dias-multa por ocultação de cadáver de Leila Chaves Ramos, em 2005, no interior de Balneário Piçarras. Toda a pena ainda poderia ser cumprida em liberdade. Para sentenciar Argeu, em abril deste ano, os jurados entenderam que Argeu agiu em legítima defesa, mas se excedeu na atitude e por isso teve a aplicação de uma pena mais branda.
O resultado do julgamento – que durou quase seis horas – não agradou os familiares e o promotor, Luis Felipe, que recorreu da decisão e foi atendido. “As provas do auto demonstram completamente o contrário da decisão imposta”, explica o promotor. A anulação da sentença foi divulgada no dia 16 de outubro do ano passado e o processo foi reaberto.
De acordo com o processo, Argeu teria assassinado Leila no dia 28 de julho de 2005, quando sai de Balneário Piçarras e foi até Lages em busca da moça. De volta ao litoral, com a moça, Argeu a levou para o interior da cidade, aonde teria cravado uma faca no peito de Leila, que caiu agonizando. Ele então teria cavado um buraco para enterrar o corpo da moça, que ainda viva, recebeu pauladas e o golpe fatal foi com uma foice, atingindo o rosto. O corpo só foi encontrado em junho de 2007.
 

Foto por: Felipe Bieging

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