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sexta-feira 23 de fevereiro de 2024


Maximino Vicenci vai enfrentar júri popular

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Maximino Vicenci será julgado em um júri popular. A decisão foi anunciada no último dia 21 de fevereiro, quando a juíza da Comarca de Balneário Piçarras, Regina Aparecida Soares, julgou parcialmente procedente a denúncia e pronunciou o acusado a ser julgado pelo crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele está sendo acusado de matar a própria esposa, Terezinha Moraes Soave (62 anos), no dia 28 de março de 2016.

A data do julgamento ainda não foi definida. A denúncia contra Maximino tem o reforço de um crime cometido por motivo fútil, desavença religiosa e asfixia. Maximino disse ao delegado Wilson Masson que asfixiou sua esposa após uma briga causada pela leitura de livros que iam ao desencontro de sua filosofia religiosa. Ele tentou desovar o corpo no mirante da Serra da Dona Francisca, segundo a Polícia Civil.

O suspeito, que é um ex-padre e cabeleireiro, está preso no Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí, desde o dia 18 de abril. A juíza já negou três pedidos por liberdade provisória e, na decisão do dia 21, manteve a prisão. “Por fim, mantenho a segregação cautelar do acusado, haja vista permanecerem incólumes as razões que decretaram a preventiva, mormente a gravidade do caso concreto (homicídio duplamente qualificado com ocultação de cadáver”.

O CRIME
 “Tudo ocorreu porque ela estava lendo livros que não condiziam com a religião cristã. Ele dizia umbanda. Ele é ex-padre, foi dez anos padre em Porto União, segundo ele”, detalhou Masson ao Jornal do Comércio. “Ela estava lendo um livro e ele foi tentar tirar dela, e ela avançou nele, na versão dele. E ela avançou nele, e ele estava cortando temperos para a comida e pegou tábua e deu na cabeça, por trás. Ela usava uma tiara de cabelo, que acabou furando a cabeça dela. Sangrou muito e ela caiu”, completou. 

“Ela caiu, levantou e veio pra cima dele com fúria, mordendo. Foi onde ele pegou ela pelo rosto, pela garganta, e a sufocou”, incrementou Masson. Segundo o delegado que comandou as investigações, haviam sinais claros de estrangulamento e que levaram a crer que a versão apresentada por Maximino é verídica. “Ele registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento, mas suas versões não se sustentavam”.

Na mesma noite do crime, o réu confesso limpou a cena do crime e tentou não deixar vestígios do crime e esperou até o dia seguinte para desovar o corpo de Terezinha. “Tirou toda roupa dela, enrolou ela em um cobertor e guardou toda a roupa num saco. Depois colocou ela no porta-malas do carro. Para não levantar suspeitas, só saiu no dia seguinte, por volta das 10h, com a intenção de dispensar o corpo”, citou Masson. O destino final foi o ponto turístico no alto da Serra. 

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