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terça-feira 14 de julho de 2026

‘Não acredito nessa história de prótese de ouro’, afirma delegado

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O delegado que investiga o roubo do corpo de João da Silva, popular João Sonheiro, não acredita na existência de uma prótese de ouro – primeira teoria noticiada como motivo para retirada criminosa do defunto do Cemitério de Armação.  Segundo Wilson Masson, essa linha de raciocínio é “fantasiosa”, mas pode ter realmente motivado o crime.

“Não acredito nessa história de prótese de ouro. Para mim é fantasiosa. Criaram essa história e alguém realmente acreditou”, disse o delegado em entrevista ao Jornal do Comércio. O pensamento de Masson foi baseado em uma série de depoimentos já colhidos de familiares do mestre barcos, que faleceu no dia 4 de janeiro.

“A prótese no ombro até existe, mas não creio que seja de ouro. Não há qualquer explicação para isso. Alguém criou essa fantasia”, acrescentou Masson, pontuando ainda que tal ilusão teria realmente motivado o crime – registrado oficialmente na Delegacia no último dia 27. O caso foi registrado pela viúva, Rosane Maria Santiago.

Um corpo foi encontrado na manhã do dia 27, às margens da Rodovia Transbeto. Fontes do Jornal do Comércio revelaram que o cadáver estava com os braços cortados pelo ombro e também sem a ponta dos dedos. O corpo foi levado pelo Instituto Geral de Perícia (IGP) e o Instituto Médico Legal (IML).

“Temos quase certeza que esse é o corpo de João Sonheiro, mas precisamos ter provas cabais disso”, relatou Masson. Ele usava alguns pinos na arcada dentária, documentos que já foram solicitados à clínica onde o procedimento foi realizado. Tais relatórios serão enviados ao IML e podem confirmar a identidade do corpo.

A Polícia Civil já possui suspeitos de cometerem o crime. “Sabemos que ele tinha duas famílias, com três filhos do primeiro casamento e dois filhos no segundo. Na família, havia uma briga nítida pela herança”, concluiu o delegado. O suspeito, que deverá ser revelado em até 30 dias, responderá pelos crimes de subtração de cadáver e violação de sepultura – crimes que somados podem chegar a seis anos de prisão.

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