A engenheira ambiental, Liára Rotta Padilha, foi nomeada como a nova presidente do Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (IMP). A portaria assinada pelo prefeito, Tiago Baltt (MDB), foi publicada nesta quarta-feira, 22, momento em que ela também foi apresentada ao alto escalão do governo e equipe técnica do setor ambiental da Administração Pública. Ela substitui Rosemari Bona, que deixou a presidência em 1º de fevereiro.

“Hoje vejo que o IMP é um Instituto estruturado, tanto a nível de servidores técnicos, quanto de procedimentos. Verifiquei que há várias legislações. Mas, agora é ter um olhar mais clínico e verificar quais são os gargalos e onde podemos melhorar. Muitas vezes, é importante ter uma visão de fora, pois muitas vezes o problema parecer ser muito maior do que parece. Esse olhar que pretendo ter, sempre trabalhando de forma muito afinada com a equipe”, afirmou.
Com passagens profissionais mais recentes pela presidência da Fundação do Meio Ambiente de Camboriú (Fucam), coordenadora no Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMP/SC), consultora na Diretoria de Recursos Hídricos do Governo do Estado, Liára afirma conhecer a realidade local. Além de manter projetos ambientais já existentes, buscará dar mais celeridade ao trabalho burocrático e de fiscalização.
“Eu conheço a realidade do município e venho com o intuito de dar continuidade ao bom trabalho que vem sendo desenvolvido na estruturação do Instituto, por parte dos meus antecessores – mas, voltado na melhoria de procedimentos, voltado a dar mais agilidade aos processos e também na parte de fiscalização e os programas ambientais do município, seja o Recicla Aí, o Bandeira Azul”, categorizou a nova presidente.
“Pela experiência que já tive, vejo que o que mais traz resultado é traz o setor da construção civil e a sociedade civil organizada para discutir, sempre tudo dentro da legalidade”
LIÁRA ROTTA PADILHA, PRESIDENTE DO IMP
Questionada sobre as responsabilidades de assumir a pasta ambiental em um município de franca expansão imobiliária, Liára categorizou que irá ampliar o diálogo buscando trabalhar “sempre alinhado. Pela experiência que já tive, vejo que o que mais traz resultado é traz o setor da construção civil e a sociedade civil organizada para discutir, sempre tudo dentro da legalidade. Essa é a premissa básica do processo, sempre tudo dentro da maior ética e integralidade do processo”.
Ela também falou sobre o processo de implantação do Parque Natural Municipal Rio Piçarras. “Essa é uma área fantástica em que a gente já tem a preservação existente – já há inclusive um projeto para obtenção de recursos na esfera federal para obtenção de recursos, em que iremos remodelar alguns pontos, voltado a uma fragmentação para uma possibilidade maior de aprovação. Mas, agora é um momento de ouvir a equipe”, encerrou.

O PARQUE AMBIENTAL
Neste momento, o plano de manejo do parque está em elaboração. O documento, que deveria ter sido apresentado em dezembro de 2021, sofreu atrasos por parte da executora e vem sendo revisado neste momento. O Plano de Manejo, documento que estabelece normas para o uso do local e o manejo dos recursos naturais, prevê que o parque seja implantado em uma área total de 747 mil metros quadrados. Cerca de 97% da área é coberta por vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, possuindo uma parte em estágio de regeneração.
O Plano deve permitir a implantação de trilhas, mirante, bancos, iluminação noturna e pontos de alimentação – numa escala de investimentos na ordem de R$ 3 milhões. O parque idealiza além, da preservação do Bioma Mata Atlântica e do ecossistema Floresta Ombrófila Densa, a viabilização de pesquisas científicas, o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental e a recreação em contato com a natureza.
Em agosto de 2020, o IMP recebeu da Superintendência de Patrimônio da União em Santa Catarina (SPU) a cessão de uso gratuito da área e tem prazo de 3 anos para que o projeto seja idealizado e o parque esteja efetivamente criado. Esse prazo foi estipulado pela SPU. O processo de criação do parque teve início em 2019 e resultou na outorga ao município pelo prazo de 20 anos – com possibilidade de prorrogação.
O acesso principal para o parque será pela Rua 5591 (Capivara), atrás do Museu Oceanográfico Univali, no bairro Santo Antônio. A ideia de criação surgiu em 2017, com estudos contratados pela, ainda então, Fundema. Relatórios iniciais identificaram potencial florístico, que apresenta necessidade preservação, e foi realizado o levantamento topográfico georeferenciado do local.





