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Piçarras
segunda-feira 15 de abril de 2024


Peça teatral “Piçarras, a origem” vai ser reapresentada neste sábado, dia 24

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Neste sábado, dia 24, às 19h30, o grupo teatral piçarrense Volta do Poço reapresenta o espetáculo que resgata as histórias mais longínquas de Balneário Piçarras. Dirigida por Gilberto Cardoso, “Piçarras, a origem” volta ao palco do Centro Cultural Luiz Telles e possui entrada gratuita e classificação etária livre.

“Essa peça é uma viagem no tempo. Nós temos narrativas de registros datados desde1658, que já havia vida e um certo movimento aqui na nossa região, que era a famosa Parada. Era ponto de ancoradouro dos barcos veleiros que vinham lá do Norte, rumo ao Sul”, adianta Cardoso, que data o enredo com base em obras do escritor de Penha, Cláudio Bersi de Souza – que partiu no último dia 20 de janeiro.

A cidade coirmã faz parte direta da formação piçarrense e tem presença na peça. “Durante muitos anos a gente falava a Ponte da Parada. Só que a história de Piçarras se confunde com a história de Penha. Então, nós vamos vir lá desde o ciclo baleeiro, lá em Penha, a Armação do Itapocoroy… Mas, a peça mesmo começa com um Baile de Carnaval na SAP (Sociedade Amigos de Piçarras). Ali a gente começa a contar a história”, complementa Cardoso, reforçando a presença de personagens, digamos, folclóricos.

Na peça, o personagem de Gilberto, o Tio Quirino, será quase um viajante o tempo: “a história vai lá em cima (futuro), vem cá embaixo (passado) e o meu personagem, ele sempre fala do futuro. Ele sempre fala dos dias atuais, como é que vai ser, como é que não vai ser, para espanto dos outros personagens, que não sabem do que é que eu estou falando – porque estão vivenciando a história no antigamente e eu já estou lá à frente, com as informações das coisas que acontecem”.

Para um bom enredo local – de uma cidade que ainda flerta com um certo saudosismo – a política não poderia ser esquecida. O diretor reservou um dos quatro atos para trazer fatos peculiares de cada administração. “A gente vai trazendo algum fato pitoresco que marcou a passagem de cada prefeito, sem ferir ninguém, sem magoar ninguém, brincando da forma mais lúdica possível” garante.

“Trazendo aqueles fatos marcantes da administração de cada prefeito, apesar que a gente trata da questão dos prefeitos no último ato. A peça se divide em quatro partes e a uma última parte, digamos, seria tratando dos prefeitos desde o do 1963, quando o Fleith foi nomeado prefeito, depois o Wunderlich, o Emanuel Pinto e assim por diante”, finaliza Cardoso.

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