O presidente da Organização Barra Limpa (OBAL), Carlos Roberto Mendes Ribeiro, divulgou através dos meios de comunicação seu parecer sobre as investigações de desvio de dinheiro que apontariam à ex-secretária da Administração de Barra Velha, Ana Carolina Gomes. No texto encaminhado, Mendes destaca as ações pela busca de transparência, o perigo de politizar o caso através de uma Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) na Câmara de Vereadores e a fragilidade do sistema da prefeitura na fiscalização contábil.
“Devemos aplaudir a atitude do prefeito Claudemir Matias Francisco por realizar a denúncia à Polícia Civil, Ministério Público, Tribunal de Contas e Organização de Advogados do Brasil e de fazer reunião com os Vereadores para explicar a situação, isto não o exime da sua parcela de culpa, mas mostra sua posição”, disse o presidente da Obal.
Já sobre as informações de que os desvios foram feitos, marcados como pagos no sistema as parcelas não quitadas, Mendes destacou a facilidade de manipulação dos dados. “Somente uma pessoa tem o poder de determinar pagamentos sem auditoria interna, que no papel existe, feito por contratado e concorrentes da licitação carta convite 15/2011 a um custo total de R$ 331.569,55 nos últimos 2,5 anos”, enfatizou.
Firme na crítica constante à falta de atualização do Portal da Transparência, o presidente da organização enfatizou que em torno de 50 por cento das compras feitas na prefeitura têm um atraso médio de 3 meses para a publicação dos pagamentos ( já houveram atraso de 14 meses). “Estas brechas permitem a pessoas mal intencionadas fazer manipulações pois pouquíssimas pessoas acompanham estas publicações”, afirmou Carlos.
Quanto a CPI , o presidente a considerou desnecessária pelo fato de já ter sido abertos os inquéritos no Ministério Público e Tribunal de Contas. ” É uma prova de incompetência do setor legislativo, que não fiscalizou o executivo e agora se diz surpreso pelo fato. Uma CPI seria puramente política e em alguns casos eleitoral”, destacou.
“Ficamos no aguardo dos desdobramentos dos processos para que os envolvidos sejam punidos na medida e na força da lei. Os órgãos públicos de investigação: Polícia Civil e MP, apesar de mau aparelhados, são as competentes para estes casos. Política não pode ser vivida como se fosse torcida de futebol em que tudo se resume entre os nossos e o outros”, encerrou.
ESCLARECIMENTO
Na matéria da página Nº3, da edição 1117 do JC, do dia 1º de agosto de 2015, sobre a denúncia de desvio de dinheiro da Saúde de Barra Velha, o advogado Jair Irineu Bernardes foi mencionado erroneamente fora do contexto da informação principal. Bernardes não foi acusado de nenhuma suspeita de desvio de verbas e sua exoneração ao cargo aconteceu cerca de 30 dias antes da denúncia veiculada. O texto teve por motivo informar apenas que a saída do ex-procurador da prefeitura, pelo seu peso político, acabou enfraquecendo e gerando boatos no governo do prefeito Claudemir Matias.





