A Polícia Civil de Balneário Piçarras prendeu na manhã de hoje, 22, por volta das 7h30, o ex-presidente e ex-vereador, Sérgio Luiz da Maia (PSD). De acordo com o delegado, Wilson Masson, a prisão foi autorizada pela Justiça através de mandado, em operação batizada de “Perfídia” – que significa traição e deslealdade. A prisão foi motivada, segundo o delegado, em razão de Sérgio estar aliciando as testemunhas que vem sendo ouvidas no inquérito policial que investiga a suspeita de crimes públicos, em que o ex-presidente é investigado. Ele será encaminhado para o Complexo Penitenciário de Canhanduba,em Itajaí.
O mandado expedido pela juíza da Comarca, Regina Aparecida Soares Ferreira, é para prisão preventiva de Sérgio, que foi preso em seu apartamento de luxo no Centro de Balneário Piçarras. “Agora ele só sai da cadeia mediante nova ordem da Justiça”, decretou o delegado, que contou com o apoio de dezenas de policiais e do Ministério Público, que montaram um verdadeiro esquema de prisão já na noite de quarta-feira, 21. Em seu apartamento, a Polícia também empreendeu computadores.
Na Câmara de Vereadores, os investigadores também recolheram documentos contábeis do período em que Sérgio foi o presidente, entre 2013 e 2014. O mandado de prisão ainda determinou que a ex-tesoureira da Câmara e atual diretora de Recursos Humanos da Câmara, E.M.B, seja exonerada do cargo e fique proibida de entrar na sede do parlamento. O documento ainda cita que outras pessoas passarão pelo processo de busca e apreensão. “Esses (nomes) serão mantidos em sigilo”, citou Masson.
INVESTIGAÇÕES
Ao todo, três denúncias tem maior atenção da Polícia Civil: compras sem licitação e possivelmente com valores superfaturados, movimentações financeiras irregulares e, por fim, suspeitas do não pagamento de rescisões trabalhistas. “É o que nós chamamos de continuidade delitiva. Quando o suspeito comete uma série de irregularidades num período em que ocupa uma função”, frisou Masson. Todos os vereadores estão sendo ouvidos, assim como alguns funcionários e ex-funcionários do período que Sérgio esteve como presidente.
“Não estamos aqui para condenar a pessoa. Nosso trabalho aqui é investigar, juntar provas e apresentar denúncia”, finalizou o delegado. Paralelo ao inquérito e a CPI que já transcorre na Câmara, Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público também já estão analisando as mesmas denúncias. Em agosto deste ano, Sérgio renunciou ao mandato de vereador, alegando depressão.
Foto por: Felipe Bieging





