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terça-feira 14 de julho de 2026

João Bento (PSDB) nega pedido de Nico (PT) para abertura de CPI

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O presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras, João Bento de Moraes (PSDB), negou o pedido do presidente, Antônio Luiz Beduschi (PT), o Nico, para abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Feito pelo próprio ex-presidente, a solicitação tinha como foco a investigação em licitação realizada em sua gestão após “insinuações” de possíveis “atos ilícitos” no processo que resultou na aquisição do sistema de informatização de votações da Câmara, no ano passado.

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Na decisão, publicada no mural da Câmara, João Bento afirma que Nico não possui legitimidade para tal solicitação – já que não é mais vereador – e que o fato descrito pelo ex-presidente se trata de “apenas suposições e meros comentários acerca da existência de irregularidades”. Apesar disso, determinou remessa do processo de compra à Controladoria Interna da Câmara, que deve apurar o caso assim que houver funcionário efetivado.
A decisão do presidente foi pautada em parecer jurídico, produzido pela assessoria da Casa.

O PEDIDO
“Passou a circular no meio político insinuações que na minha gestão, mais precisamente no ano de 2016, quando presidente desta Casa de Leis, teria praticado supostamente atos ilícitos na licitação 01/2016 para aquisição de equipamentos eletrônicos, tais como: software, tablet fixo na mesa, painel eletrônico, entre outros”, explicou Nico, o no requerimento de solicitação de abertura da CPI. “A apuração de tais fatos não é só de interesse público, mas também meu interesse e apurar irregularidades, caso tenha ocorrido”. 

O processo licitatório, promovido na legislatura passada, previa uma compra global em um único certame. De acordo com o edital R$ 166.679,43 estariam disponíveis para “aquisição de cadeiras para o plenário, combustível, computadores, equipamento para o painel eletrônico, software, tablet, prestação de serviço de divulgação institucional e contrato de manutenção para as sessões”. Deste valor, R$ 71.200,00 foram gastos com tablets, software e um televisor – principal alvo das “insinuações”.

A Câmara comprou 13 “tablets fixos na mesa” por R$ 41.600,00. Os tablets – da marca Nerl Ml Ay (made in China) de 9,6 polegadas – tiveram o valor unitário de R$ 3.200,00. Um software para votação dos requerimentos parlamentares e projetos foi adquirido por R$ 15.000,00 (a atual legislatura garantiu que tal sistema não funcionou corretamente e precisou ser substituído com uma nova compra de R$ 7.840,00). Ao custo de R$ 14.600,00, um televisor de 75 polegadas foi comprado, servindo como painel eletrônico das votações.

Foto por: Felipe Bieging | JC

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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