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sábado 11 de julho de 2026

“Os nossos métodos não podem ser os da esquerda”, afirma Bolsonaro

A citação é direcionada às manifestações nacionais que vem resultando em bloqueios de rodovias, e forma primeiro pronunciamento do presidente após a derrota nas urnas

(REPRODUÇÃO, CNN BRASIL)
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“As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas. Mas, os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, disse o presidente, Jair Bolsonaro (PL), na tarde desta terça-feira, 1º de novembro. A citação é direcionada às manifestações nacionais que vem resultando em bloqueios de rodovias, e forma seu primeiro pronunciamento – feito somente 45 horas após o resultado das eleições do último domingo, 30. O presidente não comentou os números eleitorais.

Bolsonaro, que agradeceu aos “58 milhões que votaram em mim no último dia 30 de outubro”, definiu as manifestações em 23 estados como sendo “movimentos populares” e “fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral”. Ele, contudo, não reconheceu a derrota ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Coube a ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, posteriormente, confirmar que a transição entre os governos iniciará nesta quinta-feira, 3, e terá como coordenador, pelo novo governo, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

“sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição”

JAIR BOLSONARO

Bolsonaro disse ainda que foi ao longo de sua gestão que “a direita surgiu de verdade em nosso país. Nossa robusta representação no Congresso mostra a força dos nossos valores: Deus, Pátria, Família e Liberdade”. Categorizou que seguirá atuando politicamente e que “nossos sonhos seguem mais vivos do que nunca. Somos pela ordem e pelo progresso. Mesmo enfrentando todo o sistema, superamos uma pandemia e as consequências de uma guerra”.

Ao término do breve discurso que durou dois minutos, Bolsonaro categorizou que “sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais”.

Diante da votação histórica que lhe rendeu 58.206.354 de votos, Bolsonaro encerrou afirmando que “é uma honra ser o líder de milhões de brasileiros que, como eu, defendem a liberdade econômica, a liberdade religiosa, a liberdade de opinião a honestidade e as cores verde e a amarela da nossa bandeira”. Nacionalmente, Lula venceu Bolsonaro com a menor margem da história eletiva: 50,90% contra 49,10%. Lula conquistou 60.345.999.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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