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terça-feira 18 de junho de 2024


Afrânio Luiz é o pré-candidato a prefeito de Barra Velha pelo Novo

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O empresário de Barra Velha, Afrânio Luiz Melere (38 anos), oficializa no próximo dia 28 o lançamento de sua pré-candidatura a prefeito pelo partido Novo. Em sua primeira participação em um processo pré-eleitoral na busca pelo principal cargo eletivo da cidade, ele defende uma mudança complexa no sistema administrativo e afirma que “o nosso projeto de governo é um projeto limpo, líquido e que vai trazer realmente respeito e dignidade para o cidadão de Barra Velha”.

“O que me motivou foi ver essa bagunça chamada Prefeitura, onde pessoas são contratadas não pela sua competência, e sim pelo tamanho da sua família, pelo tamanho do seu carisma, pela quantidade de votos que tem, ou pela quantidade de dinheiro que coloca na campanha”, afirma o pré-candidato, categorizando uma filosofia de profissionalismo para gerir a coisa pública.

“Eu nunca pensei em ser candidato, em fazer parte desse mundo, uma porque eu confesso para você, cara, os empresários são covardes, os empresários são covardes, eu era covarde que não me metia. E, tem um ditado muito importante, enquanto os bons não tiverem audácia dos ruins, de se colocar à disposição, de querer contribuir com a sociedade, efetivamente, a gente vai sucumbir sempre a governantes péssimos”, acrescentou Afrânio.

A pré-candidatura será oficializada em evento no Hotel Flamboyant, em Itajuba, a partir das 18h30. Ela marca o término de um processo interno de seleção promovido pelo Novo. “Desde o ano passado eu já venho fazendo estudando, fazendo o processo do Novo – porque no Novo não tem candidato por dedo de presidente partido. Você entra num seletivo onde você faz duas ou três provas, tu faz duas bancas, um psicólogo, psiquiatras e é feito um checklist da tua vida de ponta a ponta. Então no Novo nem pra filiado não entra ficha suja”, categoriza o pré-candidato.

Para uma futura gestão, Afrânio adiantou ainda não ter identificado grupos políticos com os mesmos interesses do Novo. “Todas as conversas que a gente teve com todos os grupos políticos eram negócios onde não estava evidenciado a intenção das pessoas de fazerem o bem comum, fazer o que deve ser feito dentro da Prefeitura com o interesse social […] Por exemplo, a gente não vai precisar da Câmara de Vereadores para fazer o que a gente quer fazer. O nosso projeto de governo é um projeto limpo, líquido e que vai trazer realmente respeito e dignidade para o cidadão de Barra Velha”, cravou.

Ele categoriza que o Novo possui pilares morais de trabalho, situação que também o convenceu a participar do projeto. “O Novo tem valores. Nós temos seis valores. Esses valores são sempre colocados em xeque quando há alguma discussão sobre que rumo tomar […] Não é uma doutrina, o engessamento de ideias, são valores […] “O Novo não vai decidir fora disso. Se decidir fora disso, será convidado a sair. Nós temos o pior eleitor possível, que é o eleitor instruído, conhecedor das regras, que é o nosso filiado. Ele está indignado, saiu da indignação e se filiou ao Novo”, complementou Afrânio.

Questionado sobre como ele vê o atual momento administrativo e político vivido por Barra Velha, Afrânio define como “muito triste isso, né? É muito triste porque o município perde com credibilidade, o município perde […]  Mas, a gente tem que deixar bem claro isso, é esse looping. É esse looping de votar em pessoas que são conhecidas, pessoas que são boazinhas, pessoas que já foram políticos”.

Ele defende justamente a mudança das peças responsáveis pela gestão para que o resultado seja diferente – situação que também passa pela cultura do voto. Joinville, onde o prefeito é Adriano Silva (Novo), é usada como exemplo por Afrânio. “Pô, esse cara nunca pagou uma cerveja pra ninguém. Vai querer ser prefeito? Aí eu pergunto, prefeito tem que pagar cerveja? Cara, o prefeito tem que entrar lá e trabalhar, honrar o salário que ele tem e fazer o que tem que ser feito. Ele não tem que estar pagando cerveja para ninguém, ele tem que ser bom naquilo que faz”

Sobre uma possível coligação com outros partidos, Afrânio vê como “muito difícil dessa turma da velha política entender a forma do Novo fazer. Eu não estou dizendo que lá nos outros grupos não tem pessoas boas que queiram a mesma coisa que a gente, só que os caminhos são diferentes. Os caminhos são do favorecimentozinho aqui, do carguinho político ali, da coisa assim, e nós não fizemos isso. Nós não fizemos acordo quanto a ter pessoas qualificadas dentro da Prefeitura”.

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