O empresário da construção civil, Gilberto Rodrigues (Progressistas), lançou oficialmente na noite do último dia 14, sua pré-candidatura a prefeito de Penha. Pregando uma mudança no formato de gestão, ele defende que é “possível fazer bastante diferente” – potencializando a participação de entidades e da sociedade no processo administrativo. Para a área que atua, em exponencial crescimento vertical vivido por Penha, ele crava que “uma revisão do nosso Plano de Diretor, isso é fato, tem que ser feito. Vamos planejar a nossa cidade nos próximos 30 anos”.
“Eu sinto por obrigação, por desejo no coração, que eu posso muito contribuir com a política e fazer um pouco diferente daquilo que tem a minha visão hoje, eu acho que é possível a gente dar um passo à frente”, afirma o pré-candidato de 55 anos, expressando seu compromisso e desejo de contribuir para a política pública de maneira inovadora, acreditando na possibilidade de avanços significativos.
Gilberto elenca Educação, Segurança Pública, Infraestrutura e Saúde como as principais áreas de atenção. “Eu acho que é possível fazer bastante diferente, na minha visão, nas ideias que eu tenho para o futuro […] E, a gente já está elaborando as nossas ideias de projeto. De todas as nossas escolas creches, a gente vai fazer um monitoramento, mas um monitoramento com qualidade que vai ficar numa central que os pais vão acompanhar por um aplicativo”.
Ainda na vertente de planos, o progressista reforça que “outra coisa que a gente vai implantar, e eu acredito assim, a gente tendo êxito na nossa eleição, de colocar o sistema de segurança terceirizado, no momento, até a gente formar a guarda municipal, que é um projeto que tem que ser formado […] Por que é privado? Sim, porque o privado a gente tem obrigação e um direito de cobrar melhor das empresas, que vai estar ali”.
Com a crescente da construção civil, Gilberto vê a necessidade de uma atualização do Plano Diretor para que certos limites e características locais sejam respeitadas. “Eu acredito que o município tem que participar, as pessoas que moram em Penha têm que ter a participação […] Fazer hoje um Plano, uma revisão do nosso Plano de Diretor, isso é fato, tem que ser feito. Vamos planejar a nossa cidade nos próximos 30 anos, como é que a gente quer que ela cresça. O Gilberto é construtor, mas o Gilberto não é favorável como as coisas vêm acontecendo […] tem que ter um freio naquilo que está acontecendo hoje, para que o nosso município não venha crescer desordenadamente”, reforça ele.
Ele ainda exemplificou sua posição pontuando um município da região onde – na sua visão – o crescimento ocorreu fora dos padrões. “Eu acho que Itapema é uma cidade linda, é uma cidade que tem hoje o segundo metro quadrado mais caro do Brasil, mas ela cresceu fora dos padrões e eu acho que o nosso pode crescer dentro do padrão, dentro das coisas que a gente consiga ver uma cidade bonita”, opina Gilberto, que ingressou no ramo da construção com servente de pedreiro.
Questionado sobre o que pensa sobre o trabalho realizado ao longo dos últimos anos pelas gestões de MDB e PSDB, Gilberto pontuou não promoverá críticas. Para ele, cada gestor fez o que estava em seu alcance. “Eu queria fazer uma política limpa, uma política do bem, mostrando que daqui para frente a gente pode construir um caminho diferente do que foi construído nos últimos 16 anos […] Talvez, eu não quero desmerecer ninguém. Talvez, na oportunidade que eles tiveram, foi o que eles conseguiram fazer”, apaziguou o pré-candidato.
Sobre a possibilidade de coligação, o pré-candidato do PP revelou um vasto leque de conversas. “Eu tenho conversado com todos os partidos políticos. Conversado, saber o que que eles pensam, como é que eles estão planejando, o que que eles estão falando – com todos os partidos, a gente tem conversado com o PRD, com o PL, com o PSD, com o MDB, muito pouco, né, muito pouco mesmo […] Gilberto não vai fechar porta pra ninguém, não vai ser inimigo de ninguém, porque na política eu não tô vindo pra criar inimigos, e sim pra criar uma alternativa de cidade, então a gente vai abrir conversa, diálogo com todos eles, menos o que seria a esquerda, hoje a gente é um partido de direita, né, que preserva a família, partido progressista”, crava ele.
Afiliado ao PP há dezessete anos ele revela como a necessidade de mudança no município o levou à política. “Eu sou filiado no Partido Progressista desde 2007. Eu nunca participei da política, mas por um convite de um amigo, na época eu fiz afiliação em 2007 no partido. Mas como aconteceu esse momento político? Aconteceu nessa mesa que você está vendo hoje, que você está fazendo essa reunião, aconteceu aqui. O desejo, eu não falo que foi um desejo, foi mais que uma obrigação minha de botar-me à disposição, de fatos e situações que o município hoje apresenta, que a gente acha que pode ser muito diferente daquilo que a gente vê”, encerra.





