A denúncia do morador Adilson Heitor Linhares, o Diu, sobre a suspeita de contaminação das suas terras, próximas das lagoas de decantação da Estação de Tratamento de Água da estatal Casan, derivaram num estudo de solo que a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (EPAGRI) realizou no dia 03 de fevereiro. O resultado confirmará ou descartará a contaminação em 30 dias.
A Epagri coletou amostras de terra em 12 pontos escolhidos em comum acordo com o denunciante para descobrir se a água tratada com compostos químicos contaminou o terreno do Diu durante as enchentes registradas no município. No início do ano, a água da lagoa transbordou por causa da chuva e acabou interditando a SC-474 e passando diretamente para o terreno do morador, cujo sustento vem da criação de gado.
Segundo levantamentos da mídia, o Diu informou que seu gado tinha ficado doente por ter bebido a água que estava nas lagoas da Estação de Tratamento da Casan.
De acordo com o Coordenador do Fundo Municipal de Saneamento, Percival Teixeira, tal denúncia é inverídica. “O gado está no terreno vizinho à ETA e separado pela rodovia. Todavia, vale salientar que a enchente atingiu vários locais do bairro Sertãozinho e o acúmulo na área do denunciante e de seus vizinhos se deram porque as áreas estão abaixo do nível da Rodovia e sofrem alagamentos naturais”, disse.
A obstrução causada pelo aterramento do ribeirão na área fronteiriça com a BR-101 foi objeto da fiscalização da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Barra Velha (FUNDEMA), que inclusive aplicou severa multa, o que contribuiu para dificultar o escoamento da água das chuvas que se acumularam naquela área.
Dois pontos merecem destaque especial, pois foram colhidos separadamente, sendo no fundo dos valos do ribeirão – um do lado da erosão acontecida na lagoa e outro no valo do terreno do denunciante.
Como demonstram as fotos, a vegetação no terreno está sadia em toda sua extensão que sofreu a inundação no dia 1º de janeiro deste ano, bem como de todas as áreas do entorno.
A coleta do material foi acompanhada pelo Coordenador do Fundo Municipal de Saneamento, Percival Teixeira, pela Vigilância Sanitária Municipal, por funcionários da Casan, pelo dono do terreno e pela Sra. Rosangela Maria Carvalho da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural.
Epagri faz estudo em solo para averiguar denúncia





