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Piçarras
sexta-feira 1 de março de 2024


Balneário Piçarras e Penha monitoram pessoas que participaram de festa clandestina

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As Secretarias de Saúde de Balneário Piçarras e Penha vem realizando consultas prévias e, quando necessário, exames para Covid-19 em pessoas que participaram de uma festa clandestina entre os dias 1º a 3 de maio, em uma mansão à beira mar de Balneário Piçarras, infringindo as regras da quarentena imposta pelo Governo do Estado. Há suspeitas de que integrantes da festa estariam apresentando sintomas da doença ao longo desta semana.

Penha confirmou que vem atendendo pessoas que relatam terem ido à festa. Balneário Piçarras detalhou que “soube da existência dessa festa ontem (07) e está buscando as pessoas que participaram do encontro para realizar a consulta prévia e a coleta ao exame de coronavírus, além de informa-las sobre a necessidade de quarentena, junto da verificação dos lugares em que essas pessoas podem ter passado, após o contato com a festa, familiares, amigos e etc”.

Informações extraoficiais obtidas pela reportagem são de que já há pessoas que fizeram o teste e positivaram para o Covid-19. O número oficial de casos deve ser divulgado pelas duas Secretarias no final do dia de hoje, 8, na atualização de seus Boletins Epidemiológicos. Pelo menos 30 pessoas teriam participado da festa.

Na terça-feira, 5, a Secretaria de Saúde de Penha confirmou que uma paciente de 36 anos está com a doença. Segundo apurou a reportagem, essa mulher compareceu à festa clandestina, batizada de “Pagode Clandestino”.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, tosse e falta de ar, dores musculares e de cabeça, bem como confusão mental, irritação na garganta e desconforto no peito também foram observados, assim como falta de apetite, perda do olfato e paladar. Pessoas com esses sintomas pode, se consultar pela Telemedicina, ligando para o número 3347.2007 em Balneário Piçarras e no 3347.1303, em Penha. É possível fazer o contato via WhatsApp.

Balneário Piçarras registrou, na tarde desta sexta-feira, 8, um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil para uma possível investigação sobre os responsáveis pelo evento que afrontaram a saúde púbica. Além da preocupação quanto à propagação do vírus, os responsáveis pela festa clandestina podem responder criminalmente e ainda pagar multa por descumprir decretos estadual e municipal que proíbem eventos por tempo indeterminado para evitar a propagação do coronavírus.

Em nota, a Prefeitura disse que “o ato foi de extrema irresponsabilidade e buscará os responsáveis pela organização do evento para puni-los de acordo com as normas de isolamento social em vigor, observando ainda que houve a quebra das regras de quarentena de uma pessoa que estava, naquele momento, com a suspeita da doença”.

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