A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) atualizou nesta sexta-feira, 27, o relatório das novas análises laboratoriais sobre a presença da toxina ácido ocadaico em ostras, vieiras, moluscos e mariscos ao longo da costa catarinense. O documento autoriza a retirada, comercialização e consumo de mariscos e ostras produzidos em Penha.
A proibição havia sido imposta no dia 13, por conta da presença de altos níveis da toxina ácido ocadaico. Isso porque, a toxina é absorvida pelos moluscos bivalves quando há grande proliferação da microalga Dinophysis na água do mar.


Nos animais aquáticos, a toxina não provoca problemas e é naturalmente expelida conforme as condições da água se modificam. Porém, o consumo de moluscos com alta concentração de ácido ocadaico por humanos provoca sintomas gastrointestinais como enjoo, vômitos e diarreia, que podem ser graves em pessoas com a saúde mais debilitada.
O oceanógrafo com mestrado e doutorado em aquicultura, o professor da Univali reforçou sobre a importância do trabalho de monitoramento realizado pela Cidasc. “Isso comprova que os moluscos cultivados em Santa Catarina são monitorados, garantindo assim uma segurança para os consumidores”, enalteceu.





