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segunda-feira 22 de abril de 2024


Norte é área em crescimento em Balneário Piçarras

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A cena tem se tornado cada dia mais típica: tijolos empilhados, montes de areia, sacos de cimento, barulho da betoneira, homens trabalhando e as construções ganhando corpo. Esse vem sendo o cenário da região Norte de Balneário Piçarras, que após anos de estagnação, entrou de vez na rota do crescimento organizado. O momento ainda é propício para boas negociações imobiliárias, afirmam os corretores.
“A área Central de Balneário Piçarras não tem mais lotes a venda e os que restaram estão com preços altos. Ou se investe no Norte ou somente do outro lado da BR-101”, afirma o corretor de imóveis, Gilberto Cardozo. De acordo com um balanço da Secretaria de Planejamento de Balneário Piçarras (Seplam), em 2009, 346 projetos de construção tramitaram na Secretaria, sendo 37,27% (129) para o Norte. Até agosto de 2010, o número de emissões já é quase igual. Dos 246 projetos de construção no município, 36,18% (89) são no Norte.
O crescimento se deve a inúmeros fatores. Coesão de invasores, revenda de terrenos e investimentos em infraestrutura têm grande contribuição neste quesito. “Coibir as invasões, de forma pacífica, é uma das ações que viemos dando maior ênfase”, salienta o secretário da Seplam, Luiz Antônio Silvestre. No ano passado, aproximadamente dez residências foram desabitadas, por ordem judicial, já que foram construídas sob forma de invasão. Desde então, a fiscalização municipal tem sido mais rigorosa. ?O crescimento é notório e, esse ano, irá ser ainda maior?, completa.
Para Arlete Máximo, também corretora, a pavimentação asfáltica da Avenida Nereu Ramos (até a divisa com Barra Velha) e agora a urbanização do acesso Norte (pela Rua Victor Zimmermann) têm importante relevância para a expansão imobiliária. “Se a Avenida Beira Mar também fosse aberta naquele trecho, ajudaria ainda mais”, acrescenta. Obras estas, que segundo Arlete, refletem na procura por imóveis no Norte. “Houve um aumento significativo na procura por terrenos e casas naquela região depois desses investimentos”.
Entretanto, o corretor Cardozo é mais analítico. Ele atribuiu à especulação imobiliária como o grande freio de mão do Norte. “O Norte ficou estagnado por muitos anos. Agora que os investidores – que compraram os lotes há anos – começaram a vender as terras, o crescimento do Itacolomi começa a aparecer”, analisa. “O que freou o crescimento também foi o estereotipo criado de que no Norte se invadia terrenos”, complementa. Tais invasões, segundo Cardozo, são atribuídas aos próprios investidores, que compravam as terras e as esqueciam na espera de valorização.
Por ser uma área em franco crescimento, rentáveis negócios ainda podem ser feitos na região. De acordo com imobiliárias consultadas pela reportagem, os terrenos oscilam entre R$ 40 mil (4ª quadra), R$ 60 mil (terceira quadra), R$ 80 mil (segunda quadra) e R$ 100 mil (quadra do mar). No entanto, uma série de pequenos conselhos devem ser seguidos para que a transação não se torne um pesadelo. Consultar o histórico do imóvel no Registro de Imóveis e na Prefeitura é um dos principais. “Negócios feitos às cegas, sem analisar a localização exata do terreno, também jamais devem ser feitos”, orienta Cardozo.
Com as transações imobiliárias em alta, a Seplam vem trabalhando na fiscalização das obras, privando pelo crescimento organizado do Norte. “Estamos coibindo todas as construções irregulares, ou seja, impedindo que sejam ampliadas ou construídas sem que passem pela nossa aprovação”, garante o secretário. Logo, o principal objetivo da administração municipal é o início das obras de saneamento básico, que irão contemplar praticamente 100% do município com investimentos estimados em R$ 44 milhões e custeados pela Casan.
 

Foto por: Felipe Bieging

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