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sexta-feira 1 de março de 2024


Homem é condenado a 16 anos de prisão por assassinato em comunidade terapêutica de Balneário Piçarras

Foto, Felipe Franco / JC
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Renato Reitz Camargo (19 anos) foi sentenciado a 16 anos e 6 meses de prisão, inicialmente em regime fechado, pela morte de Darvil Galvão (55 anos) – em crime cometido durante sua internação em uma comunidade terapêutica localizada no interior de Balneário Piçarras, em março deste ano. Ele foi julgado nesta terça-feira, 28, em júri popular ocorreu no Fórum de Balneário Piçarras, momento em que o conselho de sentença cravou sua punição.

Renato foi preso em flagrante pela Segurança Pública e PMSC

A sentença considerou as qualificadoras de homicídio por meio que dificultou a defesa e por motivo fútil, iniciando-se em 18 anos de reclusão. Ela foi reduzida por sua confissão e por possuir menos de 21 anos na data do crime – situações que perante o Código Penal resultam em diminuição. O magistrado, Luiz Carlos Vailati Junior, ainda lhe negou o direito de recorrer da sentença em liberdade. Ele está detido desde o momento de sua prisão em flagrante, em 16 de março.

A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) através da promotora, Ana Laura Peronio Omizzolo. Ela afirma que Renato “consciente e voluntariamente, matou Darvil Galvão, efetuando dois golpes com uma faca de cozinha, com aproximadamente 15 cm de lâmina, na região torácica da vítima”. Conforme laudo pericial cadavérico, o golpe “foi a causa eficaz da morte da vítima”, acrescentou a promotora.

“Na manhã dos fatos, após lavar a louça do café-da-manhã, o denunciado Renato apropriou-se de uma faca de cozinha, com 15 cm de lâmina, e dirigiu-se ao almoxarifado onde a vítima Darvil estava trabalhando. O denunciado aguardou o momento em que a vítima estava de costas e, agindo de forma que impossibilitou a defesa da vítima, desferiu duas facadas no tórax da vítima, as quais foram a causa eficiente de seu óbito”, detalhou Ana Laura.

Ao longo da investigação, Renato afirmou que não simpatizava com Darvil e teria confessado a outros internos que pretendia matá-lo. “Na ocasião, o denunciado praticou o ato mediante recurso que dificultou e impediu a defesa da vítima, na medida que os golpes de faca foram desferidos pelas costas de Darvil, e ainda, agiu por motivo fútil, uma vez que o crime foi premeditado após a vítima advertir Renato acerca de suas atitudes dentro da instituição”, reforçou a promotora na denúncia.

Ambos estavam internados na Instituição localizada em Medeirinhos, interior de Balneário Piçarras. Ela tem como objetivo prestar serviços de atenção a pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas.

DARVIL LUTAVA PELA VIDA

Em 2020, Darvil estava acometido de depressão profunda e queria tirar a própria vida se jogando da ponte entre Balneário Piçarras e Penha. O então, secretário de Assistência Social, Paulo Debatin, após longa conversa, o convenceu a desistir da ideia – o encaminhando para tratamento especializado.

Para quem está passando por algum problema emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) tem atendimento 24 horas ao dia por telefone ou pela internet. O atendimento é gratuito. Os voluntários da ONG oferecem apoio através de telefone, e-mail ou chat. Para entrar em contato com o CVV, o número é 188 e o site www.cvv.org.br.

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