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quarta-feira 28 de fevereiro de 2024


Operação Travessia: “Não há o menor indício de participação”, afirma advogada que defende engenheiro civil

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A advogada Samantha de Andrade – que representa o engenheiro civil Osni Paulo Testoni, preso preventivamente durante a ‘Operação Travessia’ – teve acesso ao processo judicial no início da noite desta quarta-feira, 24. Ela afirmou que não há elementos que liguem o profissional às acusações imputadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e que irá ingressar ainda nesta quinta-feira, 25, com pedido de revogação da prisão.

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“Passamos a madrugada analisando os autos do processo, que segue em segredo de justiça. Tudo o que eu posso afirmar é que não há o menor indício de participação do Osni nesse esquema apontado pelo Ministério Público. Ele é apenas um servidor público que cumpria seu trabalho na análise de projetos”, afirmou a advogado ao Jornal do Comércio. O pedido de revogação será direcionado ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

“Passamos a madrugada analisando os autos do processo, que segue em segredo de justiça. Tudo o que eu posso afirmar é que não há o menor indício de participação do Osni nesse esquema apontado pelo Ministério Público”

SAMANTHA DE ANDRADE

“Iremos até a capital para viabilizar a célere apreciação do pedido de revogação da prisão, que deve ser protocolado ainda no dia de hoje”, acrescentou a defensora. A prisão dos cinco agentes públicos e três empresários foi decretada pelo desembargador do TJSC, José Everaldo da Silva, que também irá analisar os pedidos que serão realizados pelas defesas dos suspeitos. Por ser preventiva, não há prazo legal definido para liberação.

Também foram presos o prefeito de Barra Velha, Douglas Elias da Costa (PL), os secretários de Planejamento Urbano, Elvis Füchter, de Administração e Finanças, Mauro Silva, e o diretor de Patrimônio da Prefeitura, Osmar Firmo, também foram presos. Empresários da TEC – Técnica de Engenharia Catarinense e J.A.S Construtora foram detidos. Os agentes públicos foram enviados para o Complexo Prisional Vale do Itajaí, no bairro de Canhanduba. Já os três empresários foram levados para o Presídio de Joinville.

Os mandados foram cumpridos ontem (24); de Osni, apenas o celular e um computador foram levados – Foto, Felipe Franco / JC

A reportagem fez contato com os advogados que representam os suspeitos. Assim que houver retorno, haverá atualização da matéria.

Além dos mandados de prisão, outros 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelos grupos especiais do MPSC, o Gaeco e Geac, em investigação pela suspeita dos crimes de organização criminosa, corrupção e fraudes em licitações de obras públicas – estrategicamente na obra de construção da ponte sobre o Rio Itajuba. As investigações tiveram início em fevereiro de 2023, momento em que os investigados tiveram os sigilos telefônicos, bancários e fiscais quebrados.

Em nota oficial a Procuradoria Jurídica da Prefeitura afirmou que “acompanhou as buscas na sede da prefeitura, está colaborando para todos os fatos sejam apurados da forma mais célere possível, valendo esclarecer. E informa ainda, que não teve acesso aos autos do processo”.

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