A Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE/SC) atualizou nesta quinta-feira, 8, o número de casos confirmados da Febre Oropouche em Santa Catarina. Com base em resultados de exames do Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen-SC), o documento revela que somente um caso foi registrado nos últimos quinze dias.
O novo caso é em Luiz Alves, que aparece no topo da lista com 89 registros da doença – tem que como principal transmissor o mosquito maruim.
Em toda Santa Catarina, já são 169 casos. Botuverá tem a segunda maior incidência de adoecidos, com 37 confirmações. Antônio Carlos (2), Benedito Novo (1), Blumenau (10), Brusque (7), Canelinha (1), Corupá (3), Guabiruba (1), Guaramirim (1), Ilhota (6), Jaraguá do Sul (1), São Martinho (1), Schroeder (7) e Tijucas (2) completam a relação divulgada pelo DIVE/SC.
Os primeiros casos da doença em Santa Catarina foram confirmados no final do mês de abril. Uma série de ações complementares estão em desenvolvimento pelas Secretarias Municipais de Saúde em conjunto com o Estado, como sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados (deslocamentos, sintomas, quadro clínico etc), coleta de vetores para levantamento entomológico e encaminhamento de amostras de outros pacientes para testagem pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina, com o objetivo de fortalecer a vigilância da doença.
A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Luiz Alves iniciou a distribuição gratuita do controlador biológico do mosquito maruim. Cada morador por retirar regularmente 2 litros do produto concentrado para, conforme estudos apontaram, aplicação em locais específicos onde a fêmea do inseto deposita seus ovos. O principal objetivo é a diminuição dos índices de proliferação do maruim.
“Aonde foi que a pesquisa apontou que são os locais que ele se desenvolve? Ele se desenvolve em todo lugar onde tem decomposição de matéria orgânica: gramados, locais onde amontoa folhas, resto de folhas, nos estercos de animais (de aves, suíno, bovino), na bananeira, na palmeira. Então, em todo lugar onde tem a decomposição de matéria orgânica, a fêmea deposita esses ovos. Então, nesses locais é que tem que pulverizar”, explicou o secretário, Ronivandro Edson Piccini.
Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede municipal de saúde.





