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segunda-feira 22 de abril de 2024


Projeto de lei quer mudar nome da SC 414

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Tramita na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) um projeto de lei para alterar o nome da Rodovia Estadual SC 414, a Variante, que atualmente leva o nome de Rodovia Estadual Paulo Stuart Wright. De autoria do deputado, Gilmar Knaesel (PSDB), a intenção é passar o nome para Rodovia Estadual Francisco Leopoldo Fleith. No entanto, a mudança gera polêmica.
A polêmica acerca da mudança do nome da rodovia estadual, localizada entre Penha e Balneário Piçarras, deu ensejo ao movimento liderado pelo Coletivo Catarinense Memória, Verdade e Justiça, que pede a não revogação ou modificação da lei que em janeiro deste ano reverenciou o nome do único deputado catarinense cassado pela ditadura militar em 1963.
A justificativa de Knaesel é a de que Fleith foi um importante político local e dono de loteamento onde foi construída. Já seu filho, o vereador, Ivo Álvaro Fleith (PSDB), afirma que o pai encabeçou os primeiros contatos com o Governo Estadual para abertura da rodovia, obtendo respostas positivas dos governantes.
Se o projeto de lei passar no plenário, ele revogará uma lei aprovada, por unanimidade e sem restrições, no dia 17 de janeiro de 2011. Movimentos de defesa dos direitos humanos de Santa Catarina estão mobilizados para impedir que a rodovia mude de nome. Além disso, os Deputados, Neodi Saretta (PT/SC), Volnei Morastoni (PT/SC) e Sargento Amauri Soares (PDT/SC) defenderam a continuidade do nome.
Em 1973, ele foi preso e torturado pelo 2º Exército em São Paulo, sob a coordenação do coronel Brilhante Ustra. O corpo de Paulo, reclamado pelo governo dos Estados Unidos da América, e pelos familiares, nunca foi encontrado. A professora Derlei Catarina De Luca, vítima da repressão armada da ditadura militar, acredita que o corpo nunca foi devolvido porque o caso repercutiu nos Estados Unidos.
Esse fato inspirou Dias Gomes a escrever a novela “O Bem Amado”. Cassado pela ditadura militar e banido do rol de fiéis da Igreja Presbiteriana, Paulo Wright viveu na clandestinidade e foi o segundo homem da Ação Popular Marxista Leninista (APML).
 

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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