O ex-presidente e ex-vereador, Sérgio Luiz da Maia (PSD), se manifestou publicamente na manhã de quinta-feira, 17. Em entrevista à Daniella Medeiros na Rádio Cultura FM, de Balneário Piçarras, o político falou por cerca de meia hora e definiu todas as investigações como “pura inveja e um puro incômodo político. Categorizou que não cometeu irregularidades ao longo do período que esteve como presidente da Câmara, entre 2013 e 2015. Afirmou ainda vai iniciar sua investida de denúncias contra os vereadores do PP.
“Isso tudo vai ter que ser provado. Falar e colocar no jornal é muito fácil. Papel aceita tudo”, rebateu Sérgio, sobre as recentes denúncias que vieram a tona e foram encabeçadas pelo bloco parlamentar do Partido Progressista (PP) “Não tenho medo (da CPI), nem receio”. Na visão de Maia, que renunciou ao estado de vereador no dia 11 de agosto, todas as denúncias são falsas e foram lançadas com intuito de denegrir sua imagem.
“Foi feita uma pesquisa por intenção de votos, final de maio início de junho, e eu estava em primeiro lugar na espontânea para prefeito, sendo que eu nunca noticiei ou publiquei meu nome como candidato a prefeito no município”, falou o político, definindo tal pensamento como o motivo para as denúncias.
“Eu vou provar a todos. Tudo o que estão falando é golpe político, volto a frisar novamente, estão se incomodando. Até fiquei feliz com essas denúncias, com essa situação, porque eu não sabia que eu tinha tanto carisma e que eu era tão bom de votos, que incomodava tanta gente”, ratificou ao final do programa, salientando ainda que pretende voltar à corrida eleitoral no ano que vem, inclusive já colocando seu nome como pré-candidato a prefeito.
Sobre sua renúncia, Maia disse que ela foi motivada exclusivamente por motivos de saúde e não com base nas denúncias que foram noticiadas. “Estou cuidando da minha empresa hoje, cuidando da minha saúde, porque eu entrei em depressão – não por causa das denúncias – foi por um acúmulo de função. Tanto que eu renunciei e fiz meu pedido de saída da Câmara não por denúncia ou por CPI. Porque quando eu fiz o pedido não tinha nenhuma denúncia, não tinha nenhuma CPI. Saí simplesmente para cuidar da minha saúde”, explicou. Sua renúncia levou um atestado médico lavrado por um profissional de Rede Municipal de Saúde, que diagnosticou grau de depressão.





