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quarta-feira 29 de maio de 2024


Câmara de Vereadores de Penha oficializa criação da CPI da Educação: Ferrão preside

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A Câmara de Vereadores de Penha formalizou na noite de segunda-feira, 16, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a gestão de recursos públicos na Secretaria Municipal de Educação – em especial durante do ano de 2022, quando a pasta estava sob o comando da vice-prefeita, Maria Juraci Alexandrino (MDB). O vereador que articulou a criação da CPI, Luiz Fernando Vailatti (Podemos), o Ferrão, foi eleito presidência da CPI.

Relatório preliminar virá à tona no dia 8 – Foto, Victor Miranda / CVP

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A CPI terá como relator Everaldo Dal Pozzo (PL), o Italiano. Ainda são membros da comissão os vereadores Célio Francisco (PSDB), o Celinho, Mário Moser (União), o Marquett, e Maurício Brockveld (MDB) – que registrou voto contrário à escolha de Ferrão como presidente da Comissão. O relatório preliminar será apresentado no dia 8, sendo que a próxima reunião da CPI da Educação foi marcada para o dia 13.

A decisão de abrir a CPI veio após o pronunciamento da secretária de Administração e Finanças de Penha, Camila Luchtenberg, dia 18 de setembro, na tribuna do parlamento. Com relatórios em mãos, ela categorizou que o orçamento de uma das principais secretarias do Governo foi extrapolado em quase R$ 17 milhões. Ela não categorizou que o rombo nas contas públicas tenha se originado pela pasta de Educação, mas deixou a informação nas entrelinhas.

“Isso desencadeou tudo que estamos vivenciando até aqui”, afirmou a gestora, detalhando que o orçamento do ano passado previa R$ 55 milhões para a Educação. Ao final do exercício fiscal, foram aplicados R$ 16.923.542,62 a mais do aprovado pela Lei Orçamentária, totalizando R$ 71.923.542,62.

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“É necessário a abertura de uma CPI. É muito grave o que foi falado aqui. Muito grave! O que a gente faz aqui é fiscalizar, é querer que as coisas andem”, categorizou Ferrão, interpelando Camila. Ferrão destaca que a CPI busca trazer à lucidez uma situação que ele ainda observa com muitas interrogações. “Mas, não é uma caça às bruxas. É uma necessidade que a gente tem de que as pessoas saibam a verdade. Certas coisas não podem ficar no ar, principalmente porque a gente está vendo um desequilíbrio”, encerrou.

“Mas, não é uma caça às bruxas. É uma necessidade que a gente tem de que as pessoas saibam a verdade. Certas coisas não podem ficar no ar, principalmente porque a gente está vendo um desequilíbrio”

LUIZ FERNANDO VAILATTI (PODEMOS)

A CPI – formada pela  resolução nº 9/2023 da Mesa Diretora – tem justamente o objetivo apurar o destino e utilização de verbas destinadas à Educação, contratações, demandas das unidades escolares, eventual desvio de servidores, análise de contratos, convênios etc. O pedido pela abertura da CPI leva a assinatura de Ferrão, Marquett, Italiano, Celinho, Eduardo Bueno (Cidadania), Adriano de Souza (PSDB), Roberto Antônio Leite Junior (Cidadania) e Sebastião José Reis Junior (União Brasil).


“Considero excelente a Câmara instaurar a CPI da Educação”, afirma Juraci

A ex-secretária de Educação e vice-prefeita de Penha, Maria Juraci Alexandrino (MDB), afirmou ser favorável à investigação para que as narrativas sejam esclarecidas, porém, definiu o fato como estratégia eleitoral para “destruir reputações”. “Considero excelente a Câmara instaurar a CPI da Educação. Sou a pessoa mais interessada nessa ótima oportunidade de passar a limpo as narrativas espalhadas sem veracidade”, afirmou ela ao Jornal do Comércio.

“Mas faço um alerta: não subestimem o povo! A cidade está atenta e sabe que não se trata de investigar gestão, muito menos preocupação com a Educação; a motivação é a eleição!”

MARIA JURACI ALEXANDRINO (MDB)

Apesar de defender a investigação via CPI, Juraci diz que vê conotação política em um período já pré-eleitoral. “Mas faço um alerta: não subestimem o povo! A cidade está atenta e sabe que não se trata de investigar gestão, muito menos preocupação com a Educação; a motivação é a eleição! Os mesmos de sempre, com a estratégia já conhecida de tentar destruir reputações”, acrescentou, assegurando total lisura no período em que esteve à frente da Secretaria (janeiro de 2021 à fevereiro de 2023).

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